O que fazer com celulares velhos e outros lixos eletrônicos?

Na quarta-feira, dia 10 de agosto de 2011, o site SEPARE O LIXO E ACERTE NA LATA, que está associado aos trabalhos desenvolvidos pelo IBAMA divulgou o resultado da enquete denominada “O que você faz com o celular usado que não usa mais?”.

O resultado da amostragem foi o seguinte:

  • 70% das pessoas deixam o aparelho guardado por não saber onde descartar;
  • 29% das pessoas levam o aparelho para uma revenda de celular; e
  • 1% das pessoas jogam o celular no lixo comum.

Devo admitir que estou inserida naqueles 70% de perdidos que não sabem exatamente o que fazer. Tendo consciência de que jogar o aparelho no lixo traz graves riscos à natureza e à nossa saúde, optei por empilhar os falecidos celulares antigos em alguma caixa sob a escrivaninha.

Desde computadores e celulares até eletrodomésticos, a tendência natural destes artigos é tornarem-se o que denominamos lixo eletrônico. O problema é que estes produtos contém diversas substâncias nocivas e, quando descartados de maneira incorreta e em locais inapropriados, podem contaminar a terra, lençóis freáticos e, em um efeito bola de neve repercutir de forma grave no meio-ambiente, prejudicando fauna, flora  e, inclusive, nós.

Assim, quando nossos equipamentos eletrônicos ganham a gloriosa classificação de lixo, a coisa mais importante a se fazer é: NÃO JOGAR EM LIXO COMUM!Nesse momento chegamos ao grande ponto problemático: é difícil encontrar estabelecimentos que recebam e tratem o lixo eletrônico, sendo que são relativamente poucos os que recebem esse tipo de equipamento. Então, seguem algumas dicas que podem ajudá-los a se livrar dessas tralhas que podem fazer tanto mal ao nosso planeta se descartadas de maneira irresponsável.

Existem postos de recolhimento para pilhas e baterias, embora nem sempre sabemos onde, exatamente, encontrá-los. Na dúvida, podemos fazer uma busca no Google e localizá-los. Assim, por exemplo, descobri que há posto de recolhimento de pilhas e baterias no Shopping Müeller, em Curitiba-PR (http://www.shoppingmueller.com.br/servicos).

No caso de cidades pequenas, em que esta busca seja fracassada, fazer ligações para órgãos municipais pode ser uma maneira de angariar informações de como e onde descartar os velhos eletrônicos.

No caso dos celulares, assistências técnicas e estabelecimentos de operadoras costumam aceitar a entrega dos aparelhos descartados, podendo reciclar algumas peças dos equipamentos e fazer o devido encaminhamento dos restos nocivos à natureza e à saúde. Em caso de dúvidas, vale a pena ligar para a empresa fabricante do aparelho e indagar como proceder o descarte.

O mesmo vale para todo e qualquer lixo eletrônico, pois os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos são responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos e, conseqüentemente, pelo fim adequado ao equipamento descartado.

Assim, para que possamos nos desfazer dos lixos eletrônicos sem agredir à natureza, temos uma gama de opções de com quem entrar em contato e de quem obter informações. Como consumidores, somos responsáveis pela destinação do produto! Assim, por exemplo, se eu trocasse de televisão e precisasse me desfazer de outra mais antiga, procuraria entrar em contato, ao menos, com o fabricante, com uma revenda (de preferência a loja em que comprei o produto) e com órgãos municipais e de limpeza urbana.

Temos ainda, outras opções, tais como:

  • encaminhar para entidades assistenciais e ONGs;
  • encaminhar para empresas que possuem programas de aproveitamento (como, por exemplo: HPNokiaDell);
  • vender para loja de usados; ou
  • vender ou encaminhar a empresas de reciclagem, não esquecendo de verificar se a empresa possui certificado de destruição e políticas de descarte que não agridam a natureza.

Interessante saber que no Brasil, a legislação relativa a resíduos sólidos é recente. A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi instituída pela Lei n. 12.305, de 2 de agosto de 2010, regulamentada pelo Decreto n. 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Espero ter colaborado um pouco para que todos possam descartar seus lixos eletrônicos com a certeza de que estão dando passos positivos, rumo à conscientização, e auxiliando na proteção e conservação da nossa mãe natureza, bem como garantindo que as próximas gerações de homens, animais e plantas possam viver em um planeta saudável e vivo!

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