Morro do Anhangava

Há experiências e sensações que são indizíveis, apenas nos invadem em um jorro de felicidade e nos mostram um lado da vida que desconhecíamos, nos fazem sorrir como jovens apaixonados e sentir aquele gostinho de quero mais, muito mais!

Na semana passada, fiz a minha primeira trilha! E, na companhia de pessoas que me são muito queridas, subi o Morro do Anhangava!

Sob chuva e sob sol, passamos por entre a mata e mergulhamos na natureza, escalamos rochas aqui e acolá, rastejamos sob o paredão… O cansaço não vinha e tardou a chegar, apenas quando retornei à minha casa, no final da tarde!

O medo de altura era pequeno perto da excitação e não houve hesitações, apenas um profundo respirar, um encarar ao desafio e a coragem tomando-nos como uma lufada de vento penetrando os pulmões!

Ao cume, para lá nos encaminhamos e ali nos deliciamos com o sabor de uma grande conquista, que só terminou quando terminamos o caminho rumo às terras baixas! O corpo não cansava, os pés não doíam e tudo o que havia era a vontade de ficar mais um pouco, subir outro tanto, descer outro tanto, serpentear por entre os percursos enlameados e saborear o sol ou a chuva que nos acariciavam!

Apenas uma tristeza, que pena que dois faltaram aparecer na foto panorâmica! J

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O que fazer com celulares velhos e outros lixos eletrônicos?

Na quarta-feira, dia 10 de agosto de 2011, o site SEPARE O LIXO E ACERTE NA LATA, que está associado aos trabalhos desenvolvidos pelo IBAMA divulgou o resultado da enquete denominada “O que você faz com o celular usado que não usa mais?”.

O resultado da amostragem foi o seguinte:

  • 70% das pessoas deixam o aparelho guardado por não saber onde descartar;
  • 29% das pessoas levam o aparelho para uma revenda de celular; e
  • 1% das pessoas jogam o celular no lixo comum.

Devo admitir que estou inserida naqueles 70% de perdidos que não sabem exatamente o que fazer. Tendo consciência de que jogar o aparelho no lixo traz graves riscos à natureza e à nossa saúde, optei por empilhar os falecidos celulares antigos em alguma caixa sob a escrivaninha.

Desde computadores e celulares até eletrodomésticos, a tendência natural destes artigos é tornarem-se o que denominamos lixo eletrônico. O problema é que estes produtos contém diversas substâncias nocivas e, quando descartados de maneira incorreta e em locais inapropriados, podem contaminar a terra, lençóis freáticos e, em um efeito bola de neve repercutir de forma grave no meio-ambiente, prejudicando fauna, flora  e, inclusive, nós.

Assim, quando nossos equipamentos eletrônicos ganham a gloriosa classificação de lixo, a coisa mais importante a se fazer é: NÃO JOGAR EM LIXO COMUM!Nesse momento chegamos ao grande ponto problemático: é difícil encontrar estabelecimentos que recebam e tratem o lixo eletrônico, sendo que são relativamente poucos os que recebem esse tipo de equipamento. Então, seguem algumas dicas que podem ajudá-los a se livrar dessas tralhas que podem fazer tanto mal ao nosso planeta se descartadas de maneira irresponsável.

Existem postos de recolhimento para pilhas e baterias, embora nem sempre sabemos onde, exatamente, encontrá-los. Na dúvida, podemos fazer uma busca no Google e localizá-los. Assim, por exemplo, descobri que há posto de recolhimento de pilhas e baterias no Shopping Müeller, em Curitiba-PR (http://www.shoppingmueller.com.br/servicos).

No caso de cidades pequenas, em que esta busca seja fracassada, fazer ligações para órgãos municipais pode ser uma maneira de angariar informações de como e onde descartar os velhos eletrônicos.

No caso dos celulares, assistências técnicas e estabelecimentos de operadoras costumam aceitar a entrega dos aparelhos descartados, podendo reciclar algumas peças dos equipamentos e fazer o devido encaminhamento dos restos nocivos à natureza e à saúde. Em caso de dúvidas, vale a pena ligar para a empresa fabricante do aparelho e indagar como proceder o descarte.

O mesmo vale para todo e qualquer lixo eletrônico, pois os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos são responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos e, conseqüentemente, pelo fim adequado ao equipamento descartado.

Assim, para que possamos nos desfazer dos lixos eletrônicos sem agredir à natureza, temos uma gama de opções de com quem entrar em contato e de quem obter informações. Como consumidores, somos responsáveis pela destinação do produto! Assim, por exemplo, se eu trocasse de televisão e precisasse me desfazer de outra mais antiga, procuraria entrar em contato, ao menos, com o fabricante, com uma revenda (de preferência a loja em que comprei o produto) e com órgãos municipais e de limpeza urbana.

Temos ainda, outras opções, tais como:

  • encaminhar para entidades assistenciais e ONGs;
  • encaminhar para empresas que possuem programas de aproveitamento (como, por exemplo: HPNokiaDell);
  • vender para loja de usados; ou
  • vender ou encaminhar a empresas de reciclagem, não esquecendo de verificar se a empresa possui certificado de destruição e políticas de descarte que não agridam a natureza.

Interessante saber que no Brasil, a legislação relativa a resíduos sólidos é recente. A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi instituída pela Lei n. 12.305, de 2 de agosto de 2010, regulamentada pelo Decreto n. 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Espero ter colaborado um pouco para que todos possam descartar seus lixos eletrônicos com a certeza de que estão dando passos positivos, rumo à conscientização, e auxiliando na proteção e conservação da nossa mãe natureza, bem como garantindo que as próximas gerações de homens, animais e plantas possam viver em um planeta saudável e vivo!

Sobre símbolos e intenções

Na postagem anterior, “Sobre atitudes e natureza“, falei de um texto que muito me revoltou. Tive acesso ao texto integral, que sofreu algumas alterações, mas mantém os sentidos. Com permissão da pessoa que o escreveu, transcrevo:

As ONGs de direito dos animais, geralmente escolhem bichinhos bonitinhos como a WWF faz com o Panda, para arrecadar fundos, para “salvar” um bicho, que não fará diferença alguma no ecossistema se for extinto, só porque as pessoas têm pena de bichinhos bonitinhos que estão em extinção, deveríamos parar de nos preocupar com os bichinhos bonitinhos e começar a dar mais atenção pros feios, como por exemplo o jacaré de papo amarelo, certas espécies de serpente, e muitos outros “horrendos”. Vou me esforçar e batalhar para ser uma horrenda, não quero que os outros tenham pena de mim, farei a diferença!

Evidente que a intenção do autor foi a de mostrar que pessoas diferentes ou menos bonitas acabam sendo deixadas de escanteio. Entretanto, é fato, também, que a idéia apresentada como metáfora para alcançar a conclusão é bastante infeliz e incoerente.

Os emblemas utilizados pelas ONGs que visam à proteção do meio-ambiente e dos espécimes nele existentes não são meramente aleatórios, têm um significado profundo. Desta forma, a imagem utilizada em suas campanhas não deriva da escolha de bichinhos bonitinhos. Por exemplo, vejamos porque o símbolo da WWF é um panda:

Em 1961, nos primórdios da WWF, o panda Chi-Chi havia sido instalado no Jardim Zoológico de Londres. Os organizadores do grupo estavam cientes de que precisavam de um símbolo forte e reconhecível, que ultrapassasse as barreiras da língua. Como todos sabem, o panda é um animal que de longa data corre risco de extinção e a chegada de Chi-Chi ao zoológico londrino se casou com a necessidade vislumbrada. Desde então, o panda tornou-se símbolo para o movimento de conservação como um todo. (WWF – História)

Compreendido, neste ponto, que o autor do texto critica o fato de a imagem ser simpática e convidativa, ou seja, as pessoas não se interessariam em colaborar se o símbolo do movimento fosse um animal menos fofo, tal qual um réptil.

Entretanto, os colaboradores das ONGs não se engajam em decorrência da imagem estampada diante de seus olhos. O que os motiva é o significado de suas ações, ou seja, a importância de cada um fazer sua parte pela preservação dos ecossistemas e do planeta, de permitir que desde os animais e plantas mais simpáticos até os mais asquerosos sejam preservados.

Aqueles que estão envolvidos nos projetos de instituições como a WWF e o Green Peace sabem que um símbolo não significa nada, pois o relevante é o âmago do movimento e os resultados alcançados. Não julguemos pela casca algo tão profundo, cujo interior transcende aos nossos olhos.

Participando por muito tempo do Passport Panda, que está atrelado à WWF, vi o quanto de criaturas e lugares incríveis e diferentes busca-se ajudar.

Desta forma, entendo a intenção contida no texto mencionado, mas ouso dizer que o exemplo utilizado foi bastante infeliz e impróprio, de forma que os comentários tecidos no post anterior permanecem válidos.

Sobre atitudes e natureza

Para motivo de meu abalo e inconformismo, alguém da minha lista de amigos no facebook citou o seguinte:

 

Seja um horrendo!

As ONGs de direito dos animais, geralmente escolhem bichinhos bonitinhos como a WWF faz com o Panda, para arrecadar fundos, para “salvar” um bicho, que não fará diferença alguma no ecossistema se for extinto , deveríamos parar de nos preocupar com os bichinhos bonitinhos e começar a dar mais aten…”

 

Por motivos alheios à minha vontade, não consegui ler o restante do texto, pois o link resultava em “A página que você solicitou não foi encontrada.“. Entretanto, o pequeno trecho é suficiente para compreendermos parte do entendimento expresso, bem como dá pano para manga (para minha manga…).

Criticar aqueles que têm a coragem de lutar para mudar, para melhor, o mundo e que são ativos na defesa à natureza (e filhos dela) é uma tarefa realmente fácil, ao menos se comparada com a árdua atitude de tomar iniciativa ou de se engajar em projetos.

Neste momento, antes de criticarmos, precisamos nos questionar: “Quantas vezes me mobilizei e a outros para proteger a natureza?”

Dando seguimento, indago: Como é possível afirmar-se que a extinção de um ser não fará diferença alguma no ecossistema? A presença de um animal em determinado ecossistema, ou não, pode acarretar uma série de desequilíbrios, por menor que pareça suas ação e influência ali. A ciência estudou diversas situações, de modo a comprovar que qualquer animal, bonitinho ou não, é importante para o meio-ambiente em que está inserido.

Outro ponto a ser levantado. O fato de a WWF ter como emblema um panda, não significa que a organização arrecada apenas para a salvação desse animal. Como é sabido, o panda é um dos maiores exemplos de animais que estão à beira da extinção, o que é um bom motivo para ser a marca registrada de uma instituição que visa à defesa do meio-ambiente e a impedir que diversos animais sejam exterminados da Terra.

A autor manifestou-se no sentido de que não entendi o texto. A começar, eu gostaria de ler o restante, para aferir se minha interpretação foi incorreta. Independentemente disso, acredito que este primeiro parágrafo foi uma expressão significativa de uma idéia infeliz e infundada, a qual acredito que, realmente, seja compartilhada pelo autor.

Se após ler o texto integral, houver uma mudança em minha interpretação, faço minha promessa de retratação em post específico!

Por fim, para aqueles que desconhecem os serviços de instituições como a WWF, que tal esclarecer alguns pontos (quem sabe se inspirar também): http://www.wwf.org.br/

 

Binóculo… Olhar para fora!

Estações tão confusas são estas.

Um sopro gelado atravessa os arranha-céus e agita em balada ritmada as copas que salpicam de verde a selva pesadamente temperada de concreto.

Algodões branco-acinzentados embaçam aqui e acolá o tecido azul-celeste que algum travesso de bom gosto pendurou e esticou metodicamente no teto do mundo.

O sol está mais para leste do que para oeste e, vez ou outra, descobre-se frio demais para aquecer-nos. As nuvens movem-se velozes, invasoras que anunciam momentos de repentina queda de temperatura, bloqueando um ‘quê’ daquele tal calor frágil do astro-rei.

O azul passa a ocupar apenas a fatia superior direita de minha visão até se fazer esconder por um largo dossel, intimidador em sua densidade e em sua característica escuridão. Prenúncio de chuva?

O ar tornar-se gélido, ouço o tilintar de meus dentes e sinto os ossos doerem por sob a pele. O ambiente é antártico à medida que as nuvens consomem todo o céu.

Por de trás daquela coberta, piada de mal gosto de um Loki que passeia por cá e por lá, o sol se move ao redor da jóia azul e, durante a tarde, as nuvens são uma bela colcha de algodão claro, de um cinza quase rosado.

As árvores prosseguem em dança mais amena, talvez eu não perceba o farfalhar de suas folhas. O frio permanece, menos intenso!

Lá fora parece existir aquele pingo de tristeza que trazem os dias invernais de tempo encoberto.

Ora, mas afinal, não estamos ainda no Outono!?