Dicas: Como não se vestir (2)

Caros leitores, simplesmente foi impossível não retomar a série “Dicas: Como não se vestir”!

Apreciando os guarda-chuvas indo e vindo sob a insistente chuva de Curitiba e as pessoas sob eles encolhidas, acabei por notar a indiscrição de duas moças risonhas e mergulhadas em gracejos. Uma delas, diga-se de passagem, chamava a atenção de homens e mulheres e, claramente, pensava estar ‘abafando’. Ela vestia uma calça leg e esta, por sua vez, estava um tanto quanto transparente na região do bumbum, exibindo levemente o tom da pele e a calcinha fio-dental.

Pensei em três hipóteses: i) Ela não possui o hábito de olhar-se no espelho; ii) Ela não possui amigos que avisem dessas coisas que podem acontecer a qualquer um; e iii) É uma exibida, para não dizer outra coisa.

O fato é que transparências deve ser usadas com moderação e com uma pitada de bom senso! A sensualidade e a beleza envolvidas nesse tipo de roupa não estão em exibir a intimidade ou o tronco, mas sim exibir o suficiente para subentender o que há coberto sem alcançar a vulgaridade!

Penso, por exemplo, que a barriga deve permanecer no mistério das roupas, seja uma silhueta enxuta ou com pneuzinhos aqui e acolá! Se pretende vestir uma blusa transparente, uma inibidor de transparência para ocultar os seios e a barriga é recomendado e não compromete a graciosidade da composição! Podem exibir, por sob a transparência, os ombros e o contorno da clavícula.

Se pretende trajar um vestido ou uma saia que possuam o mínimo grau de transparência, recomendo, igualmente a associação com uma anágua ou um inibidor de transparência.

Qual a graça de um homem cortejá-las se nada mais há para descobrir e se já exibem seus corpos a todos os transeuntes! O cuidado é fundamental para que não seja confundida a utilização de peças transparentes com a vulgaridade de uma mulher dada, aquelas marcadas por esse conceito serão tidas, via de regra, apenas como um fácil objeto, de fácil acesso e de fácil dispensa!

O que nos torna belas é sabermos agir e nos comportar, sermos inteligentes e esforçadas! Desfilar sem os mínimos pudores dilacera e distorce a boa imagem!

Dicas: Como não se vestir

Nas indas e vindas pelas ruas, meus olhos deparam-se com tipos e tipos de pessoas, com seus tipos e tipos de cabelos e roupas, seus tipos e tipos gestuais, seus tipos e tipos de ser.

Inspirada por esses pequenos encontros e desencontros com desconhecidos que, possivelmente, jamais irei conhecer, pensei em escrever uma série de posts voltados para tipos e tipos de vestimenta.

Respeito os gostos e estilos de cada pessoa, mas convenhamos que há mulheres perambulando sem o menor respeito próprio ou sem a menor noção do adequado. Não digo sobre combinação de cores e estampas, digo sobre comprimentos, decotes, aberturas, transparências e afins.

Assim, as primeiras vítimas da minha língua ferina serão as saias, ou melhor, as minissaias!

A maior parte das pessoas não é modista ou estilista, não temos a necessária obrigação de conhecer quais são os melhores modelos para o nosso tipo de corpo. Assim, não venho tratar de saias que engordam ou emagrecem, que esticam ou achatam, que valorizam ou apagam. Tampouco, menciono as estampas! Embora não possa conter um conselho: via de regra, estampas diferentes não se misturam! Assim, por exemplo, se veste saia ou calça florida ou xadrez, o ideal é que a camisa seja lisa! A recíproca é verdadeira! É claro que há estampas que podem ser combinadas, mas a dica garante que você não errará!

Voltando às saias!

Minissaias são peças bonitas e vestem bem mulheres esbeltas! Saliento: Esbeltas! Pessoas mais gordinhas e com cochas muito grossas não são exatamente privilegiadas ao vestir esse modelito, engorda e fica realmente feio! Aprenda a valorizar-se com saias um pouco mais compridas, com aproximadamente cinco dedos acima dos joelhos.

O ponto mais relevante, contudo, é o tal do comprimento. As moçoilas tendem a confundir minissaias com microssaias! Mostrar parte das cochas é bonito e valoriza o corpo da mulher. Agora, mostrar polpa do bumbum ou o bumbum inteiro, dependendo do movimento, é vulgar! Há um abismo enorme entre a mulher bem vestida e a mulher desesperada para chamar atenção dos homens! Estas, definitivamente, tendem a ser apenas diversão passageira.

Respeitem a si mesmas e a seus corpos! Microssaias são vulgares e atribuem àquelas que as vestem a imagem de uma mulher pouco respeitável e, perdoem-me o termo, vadia.

Além disso, é importante discernir os modelos de saia passíveis de serem vestidos nesta ou naquela ocasião. É certo que existem minissaias sociais, mas não sugiro que as utilizem em um ambiente de trabalho mais sério, como um escritório de advocacia, também evite-as em reuniões com clientes ou sócios. Se você quer ser respeitada no seu ambiente de trabalho e ser reconhecida pela sua competência, é fundamental que não tente incorporar aquelas personagens de filmes que transbordam sensualidade e conquistam, no máximo, uma boa pensão alimentícia.

Em praias ou parques, por exemplo, minissaias são bem-vindas, desde que respeitados os limites de comprimento que definem o vulgar!

Outro detalhe importante, vestir saias exige postura e comportamento. Em qualquer situação, andar ou sentar com as pernas abertas gera a imagem de desleixo. Com saias, isso é ainda mais destacado e corre-se o risco de exibir ao público aquilo que deveria estar bem guardado.

Mulheres de todas as idades, sejam adolescentes ou adultas, respeitem a si mesmas e resguardem seus corpos.

Se você quer conquistar os homens, faça-o por seus dotes, inteligência e simpatia, jamais por mostrar seu corpo. Tenha o menor pudor e guarde certos detalhes para os momentos de intimidade, ao invés de exibi-los para qualquer um que passe na rua!

Se a sua auto-estima está baixa, expor-se não vai ajudar! Afinal, será tratada como um objeto descartável! Você faz a sua auto-estima, não os outros!

Respeite-se!

A MP da Dilma!

As políticas governamentais, por vezes, incentivam a discriminação!

Sempre pensei que as medidas protecionistas às minorias eram fruto da ignorância de nossos representantes no governo! Minha opinião está prestes a mudar, pois ao invés de ignorantes, parecem estimular, intencionalmente, a discriminação às pessoas enquadradas neste ou naquele perfil! Eis minha primeira teoria da conspiração!

É possível que sejam tão cegos e insensatos?! Talvez.

Bola da vez: No Dia Internacional da Mulher, a generosa presidente Dilma Rousseff anuncia uma MP (Medida Provisória) que altera o “Programa Minha Casa, Minha Vida”. Neste novo contexto, havendo o desfazimento da união, a menos que o homem tenha a guarda exclusiva dos filhos, o imóvel financiado por meio do referido programa fica sendo de propriedade da esposa. (Primeiro ponto: As famílias não são formadas apenas por homem e mulher, como ficaria em caso de casais homoafetivos???)

Em suma, eu poderia apenas dizer: Estou p da vida com a Dilma!

No entanto, isso seria excessivamente sucinto e sem fundamento!

Em uma sociedade machista, como é a nossa, medidas como esta são combustíveis para o motor da discriminação!

Agora, pergunto: Por que cargas d’água, em caso de dissolução da sociedade conjugal, o imóvel fica com a mulher?!?!?! Isso é o cúmulo do absurdo!

O próprio governo está gritando aos quatro ventos que nós, mulheres, somos incapazes de travarmos nossas próprias batalhas!

A MP ridiculariza a figura feminina e apenas instiga mais e mais os preconceitos! A própria norma é discriminatória!

Caros leitores, atualmente, as famílias (sejam de baixa ou alta renda) não seguem os moldes de outrora! Vejo que a fonte de renda, frequentemente é equilibrada entre o casal e, em outros tantos casos, a mulher é a mantenedora principal do lar! Há muitos casos em que o polo menos abastado da relação é o homem, pois já não se destacam os conceitos de unir-se com um homem que, necessariamente, ganhe mais do que a mulher! O inverso, obviamente, também é recíproco!

Concordam que, se o casal conseguiu financiar a casa pelo “Programa Minha Casa, Minha Vida”, os dois têm renda relativamente baixa?!?! Este é um ponto a se atentar!

Quaisquer avanços dados pelos brasileiros, rumo a posturas mais igualitárias, estão retrocedendo! Salvo exceções de pessoas que, de fato, possuem necessidades especiais, é simplesmente inadmissível esse abismo de classes privilegiadas formadas pelas ditas minorias! E o maior escavador deste abismo é o governo!

Somos todos igualmente capazes de conquistarmos nosso espaço, o esforço e o mérito vem de cada um! Sexo, cor, etnia, nacionalidade, não são elementos que implicam na competência daqueles que se enquadram neste e naquele!

Criar situações diferenciadas para mulheres, negros, índios, homossexuais, e quaisquer outras minorias, é medida mais do que discriminatória e de reconhecimento por parte dos nossos representantes no governo da incompetência que assolariam estas minorias (que nem são tão minorias assim!!!!)! É este o estigma que desejam que os persiga?! Sou mulher e não admitirei tamanho desrespeito!!!

Graças a essa espécie de postura, vemos os atos discriminatórios e a violência contra as pessoas crescendo dia após dia! Não estamos vivendo em uma sociedade de respeito mútuo e aprendizado, estamos vivendo em uma sociedade agressiva de classes privilegiadas!

Isso não é pregar a igualdade, é acariciar uns e apedrejar outros! Não esqueçam, contudo, que os ‘acariciados’ em questão são aqueles que serão apontados pelos apedrejados, os quais tendem a se indignar e apedrejam em resposta! Digo, com isso, que há uma enorme tendência de aumento da discriminação e represálias, que não afetam o governo, mas sim os agraciados pelo protecionismo preconceituoso e paliativo!

Assim como considero inconstitucional a Lei Maria da Pena, pois não traz a igual defesa aos homens que sofrem violência doméstica; considero essa MP inconstitucional! Um dos primordiais princípios do nosso ordenamento, qual seja  da igualdade, é dilacerado!

Essa MP é injusta, sequer dá ao homem o direito de lutar pelo que também lhe é direito! É arbitrária! Inexiste qualquer juízo de mérito!

Já foi o tempo em que a mulher era uma mera criatura dependente e subjugada às vontades e à renda do marido!

Querem tirar o atraso? Ou vingar as ancestrais? Poupem-me!

Lutem e ganhem o respeito merecido! (e isso vale para todas as ditas “minorias”!)

 

 

Tradições e Revoluções

Cresci em uma família estruturada e minha mãe, sem dúvida alguma, exerceu e exerce uma grande influência na minha formação como mulher moderna e independente. Saliento que estas qualidades não devem ser confundidas com a ausência de respeito próprio e a libertinagem que têm se disseminado entre as moças, que inescrupulosas expõem-se sem pudores e contradizem a boa imagem de uma mulher determinada e batalhadora. Tanto homens, quanto mulheres confundem e pervertem o conceito de liberdade e de modernidade. Este, contudo, não é o tema que abordarei (inclusive porque merece uma abordagem própria).

Longe de mim ser uma empolgada feminista. Não sou! Ser mulher, entretanto, não me impede de sonhar e ter pretensões, por isso pelejo para conquistar meu espaço e ver uma coisa ou outra realizada! O problema surge quando estas vontades chocam-se com as tradições, tendenciosamente machistas.

Quando há essas contraposições e o assunto é discutido entre homens e mulheres, por óbvio, as opiniões gritam entre si e é mais do que improvável que se chegue a um consenso.

O motivo deste post? Ontem, eu conversava com um querido amigo sobre a beleza de seu nome e que pensava na idéia de dar o mesmo nome composto a uma filho que um dia eu venha a ter. Encerrei a idéia com o seguinte comentário:

 

“Só tenho que convencer que o Capassi tem que vir por último.”

 

Iniciou-se a guerra dos sexos!

Ser grande defensor e admirador do sexo feminino não impediu este amigo de, como homem e pai, bater o pé em posicionamento contrário ao meu. Respeito seu ponto de vista, apenas não o absorverei! Entretanto, como a conversa foi demasiadamente divertida e agitada, instiguei-me a apresentar as minhas idéias sobre o assunto.

Desde a mais tenra idade, muito antes de saber como são concebidos os bebês, eu pensava nos meus futuros filhos e atribuía-lhes nomes, acrescentando ao final somente o meu sobrenome. Fato que eu ignorava completamente: o pai das crianças também teria um sobrenome e o sonho de legá-lo ao futuro da família! Independentemente, compartilhei do mesmo sonho e a ânsia por transmitir o meu sobrenome às gerações que estão por vir apenas cresceu conforme eu passava da infância para a adolescência e da adolescência para a vida adulta. A problemática surgiu quando cogitei, recentemente, sua realização.

Imaginem um quebra-cabeças desmoronando como se as peças jamais acabassem. Essa foi a minha reação e a reação do meu marido, ambos pasmos com a idéia de seus respectivos sobrenomes não ganharem destaque nos herdeiros.

Muitos dos conceitos e regras que regem as condutas na sociedade, na família e na religião são oriundas da tradição.

Atualmente, temos uma série de tradições que remontam à Idade Média, à Antigüidade Clássica e tempos ainda mais remotos. Por vezes, a existência de costumes petrificados implica a necessidade de manter-se a ordem e o controle sobre determinado grupo de pessoas. Em razão disso, grande parte das tradições visam a atender a necessidade de manutenção da soberania do homem sobre o grupo em que está inserido, seja o clã ou a família.

Quando a força física imperava, o sexo masculino alçou vôo. À mulher foram dados os deveres de cuidar do lar, dos filhos e do marido, bem como lhe foi proibido, por exemplo, prover o sustento da família. Isso tornou a o sexo feminino ainda mais dependente do homem, a que se delegava a responsabilidade de trazer o alimento, a renda e de proteger sua família.

Também em razão disso, a maior parte das culturas que se erguem ao redor do mundo são patriarcais.

Em casamentos, vemos o pai caminhando com a noiva e entregando a filha às mãos do futuro marido. A tradição longínqua e milenar reflete o pai tirando a filha de sua guarda e passando-a aos cuidados de outro homem, de outra família, por isso que costumeiramente a mulher substitui ou agrega ao seu sobrenome o do esposo. Similarmente, os filhos recebe o patronímico. As mulheres com o destino de tê-lo trocado por outro quando desposada, os homens com o feliz destino de espalharem seu nome à mulher e à prole.

Pobre da mulher, condenada a que seu legado seja consumido pelo tempo.

É uma nova família, através do pai?

Respondo: E porque não, através da mãe?

É sabido que a sociedade, ao longo dos séculos tem sofrido grandes mutações. Hoje, as mulheres não estão adstritas ao lar, possuindo profissões e estando livres nos pesados preconceitos que as tratavam como meretrizes, rebeldes, desorientadas, desordeiras, inconseqüentes e tantos outros termos pejorativos. Conquistamos a posição de guerreiras!

Isso, contudo, não quer dizer que os conceitos e atitudes que permeiam a sociedade estejam despojados das cargas de conservadorismos e destaque da figura masculina. Imperceptivelmente, as ruas e lares estão salpicados de homens que se amarguram pelo sucesso da esposa ou pela independência da mesma, que não admitem que ela não receba seu sobrenome, tampouco que ela deseje entregar o próprio sobrenome a ele e aos filhos, dentre outros.

A questão é que certos costumes estão tão entranhados no todo que passam despercebidos, querendo ou não, é difícil para os homens (e para damas partidárias do conservadorismo) aceitarem que as mulheres modernas não dependem de ninguém, que não do seu próprio esforço e desejo de vencer.

Machismo é diferente de tradição?

Respondo: Muitas vezes embaralham-se de modo que não é possível dissociar um do outro.

A mulher que abre mão de seu patronímico para receber o do esposo deve ser respeitada pela sua opção. Fazê-lo não implica na admissão de que o homem ordene-lhe a vida, inclusive porque muitas pessoas desconhecem as razões das tradições e interpretam-nas com aroma de rosas atribuídos ao romantismo dos contos de fadas. Entretanto, aquelas mulheres que fazem o contrário devem ser igualmente amadas e respeitadas, sem serem tachadas de feministas ou algo do gênero.

Desejar independência e equiparação aos anseios masculinos é o mínimo. Todos os seres humanos devem ter as mesmas possibilidades de realizar seus sonhos, assim, conceitos e princípios cujas origens estão na distinção dos sexos são absolutamente ultrapassados!

O que estou dizendo não deve ser confundido com a papo furado de quem precisa provar sua superioridade com relação ao homem rompendo a tradição. Apenas digo que a tradição é fundamentada em culturas que, sob muitos aspectos, estão defasadas. Em razão disso, em um cabo de guerra entre as vontades de uma mulher e de um homem, a tradição não deve ser o peso a fazer com que um e outro vença. 

Manifestações e atitudes como as minhas não são para comprovar superioridades ou inferioridades. Acredito que a competência  e o esforço de qualquer pessoa são os elementos responsáveis por provar o que tem que ser provado, homens e mulheres conquistam seu espaço batalhando.

Por tradição, a mulher é assolada com a dupla jornada, sendo responsável pelo seu sucesso profissional e pelos cuidados com a casa. É desgastante! Vendo isso, muitos homens têm auxiliado nos afazeres domésticos e equilibrado as relações dentro do lar. Aplaudo de pé!

Questiono: por que não buscar o equilíbrio em todos os âmbitos? A mudança é vagarosa, mas rasteja às mudanças.

Digo que conheci um ou outro casal cuja cria foi agraciada com o matronímico. O pai declara orgulhoso!

Impossível negar que o mulherio tem feito distorções dos princípios de equiparação, praticando a libertinagem e a vadiagem. Na minha singela opinião, a falta de respeito próprio e vulgaridade masculina ou feminina são repugnantes!

Estamos tirando o direito do homem de ser chefe da família? E com isso arrancando-lhes a dignidade?

Respondo: Penso que não. A mulher está erguendo-se ao lado do homem para que ambos, igualmente, exerçam o posto de chefe de família, carregando juntos os problemas e transpondo as barreiras como um casal. Duas cabeças pensam e trabalham melhor do que uma! Isso se chama união!
Além disso, as novas posturas femininas ou legar o sobrenome aos filhos não desnudam o homem de sua dignidade, pois esta é conquistada por atitudes. Ser digno é ser honesto e caridoso, ser amigo e companheiro, ser educado e cuidar de seus filhos, ensinar-lhes o bom caminho e pelejar por princípios éticos e morais.

Além disso, grande parte das religiões é patriarcal, não que isso seja um problema, mas repercute diretamente na formação dos princípios que orientam as condutas e convivências, observando que a regência das situações deve sempre estar às mãos do homem e sendo a mulher um instrumento.

Sem entrar nos méritos religiosos, pois respeito as crenças que preenchem os corações de todos, enquanto homem e mulher não forem tratados como iguais, sempre haverá o estigma que nos persegue como “sexo frágil” e que nos leva à subordinação, à poda do livre arbítrio, à dependência. Essas versões retrógradas de família ainda pipocam por sobre a Terra, havendo muitas mulheres privadas de sair de sob os cuidados do marido.

Independentemente disso, tudo começou com o sonho de que meus filhos tenham meu sobrenome como o último. Eu vejo meus argumentos apenas como um reforço para que eu lute e defenda esse e outros pontos de vista!

Ao final da conversa com meu amigo, anunciei:

A verdade é que, nessa conversa, nenhum de nós sairá vencedor. Somos um homem e uma mulher, um pai e uma futura mãe. Somos pontos de vista absolutamente e absurdamente distintos e controversos sobre o mesmo assunto.

Penso que, quando a celeuma sobre patronímicos e matronímicos se instaurar em uma família, haverá muito pano para manga e nem sempre haverá um acordo ou alguém que ceda.