Mutações e Adaptações: A fluidez da existência!

O mundo é feito de mutações! A vida, de adaptações!

Percebem quão intrínsecas e dependentes são estas conclusões?

Na verdade, a adaptação nada mais é do que uma forma de mudança ou uma reação à mudança! Assim, conforme o todo está movendo-se em um fluxo fluido, é fundamental que estejamos em harmonia, permitindo que as correntezas nos levem e que nossas mentes sejam tão flexíveis quando uma folha que se deixa cair do galho. Ser flexível e adaptar-se a mudanças não significa abandonar preceitos morais e éticos, princípios e crenças!

Creio piamente nesses conceitos de flexibilização e potencialização da nossa capacidade de adaptar-nos em harmonia com as mutações da existência! Nenhuma adaptação pode ser considerada finda, vez que as mudanças são frequentes e infinitas. Assim, toda adaptação é um fluido que deve serpentear ao sabor das águas e dos ventos, sem nunca estagnar.

A teoria é tão simples, não?!

A prática diverge da essencialidade simplista! Aprender a harmonizar nossa mente e nossa energia com toda essa constante renovação é um trabalho árduo, ainda mais quando somos tão resistentes a mudanças, que, por vezes, nos provocam a sair de uma posição cômoda e agradável, de um momento de felicidade e plenitude que desejamos seja eterno! Bem sei e sei melhor do que podem imaginar, pois sou apegada o suficiente a pedacinhos do meu passado que no passado ficaram e que não posso trazer para meu hoje ou para o meu futuro!

Sabem a conseqüência da resistência à mudança, à adaptação? Sofrimento! Depressão! Desânimo! Bem sei e é contra isso que luto todos os dias, ou melhor dizendo, conforme novos conhecimentos adentram em minha mente, venho tentando não lutar contra as modificações, quero ser um fio d’água a correr conforme corre o mundo!

Prender-nos à rigidez de únicas verdades e possibilidades é contrário à harmonia da vida e da evolução, especialmente a psicológica e espiritual!

É importante e fundamental que sejamos o vento a soprar por todos os cantos, contornando cada estrutura e seguindo seu caminho; que sejamos as águas a percorrerem o mundo, desviando, caindo, seguindo; que sejamos o peixe nadando com a corrente, não contra ela, ou o pássaro voando com as brisas a seu favor.

Aceitar adaptações não significa não lutar pelo que se acredita, não significar ir contra as próprias motivações, é saber utilizar as mudanças e movimentos em prol de cada motivo, cada acreditar, cada lutar, cada respirar e cada viver!

Acredito, então, em duas palavras-chaves à vida e ao caminho para a felicidade, pois implicam na harmonia do nosso ser com o todo, são elas: Mutação e Adaptação!

Anúncios

Fundo do poço: O degrau para reerguer-se!

Há fatos que nos inserem em momentos introspectivos, a pensamentos, filosofias e fé! Que nos tocam com uma profundidade singular e nos abala de certa forma, que nos semeia a incompreensão e as incógnitas.

Quem sou eu para julgar alguém que não se veste das minhas dores e experiências, de fato, não hei de julgar! É, contudo, impossível não pensar!

O que motiva estes meus densos pensamentos? Hei de contar-lhes, sem dar nome aos santos! Há dois anos, aproximadamente, eu e meu irmão nos formamos, eu em Direito, ele em Medicina Veterinária. Neste meio tempo, tanta coisa aconteceu em nossas vidas e na vida daqueles que cruzaram nossos caminhos na graduação, coisas que culminaram em felicidades e infelicidades, que resultaram em boas vibrações e péssimas vibrações. Eu não sei, ao certo, o que aconteceu na vida daquela menina, não conheço seus sucessos e insucessos! Na terça-feira, este é o fato que estimulou minha introspecção, esta colega de faculdade do meu irmão cometeu suicídio, não importa como, não importa onde! Uma jovem com a promessa de uma vida, que, por algum motivo, deixou-se levar com o vento! Quem sou eu para julgá-la? Quem sou eu para tentar entender?

Choca-me, contudo, a proximidade de tal acontecimento! Eu não a conhecia, contudo, ela me era mais próxima do que qualquer outro suicida que eu tenha ouvido falar: amiga de meu irmão! Alguém de que eu ouvira falar algumas vezes, alguém na casa de quem meu irmão estivera em festa, alguém com quem conviveu durante cinco anos de sua vida!

Abala-me, nesta história, minha crença espiritual, pois acredito que o suicida, via de regra, não descansa em paz nessa desencarnação, tampouco se encaminha para um lugar melhor. Haverá, pois, de arcar com as conseqüências da agressão que cometeu contra a própria encarnação, independentemente do sofrimento que açoitou-lhe até o trágico momento.

Oro, contudo, para que Deus se compadeça do espírito dessa moça e possibilite que ela logo reencarne, para vencer e transcender as dificuldades que, nesta encarnação finda, foram maiores do que seus ombros poderiam suportar.

É neste contexto, meus caros leitores, que lhes suplico a virtuosa paciência e que rompam orgulhos e preconceitos a fim de buscar ajuda para solucionar e carregar os problemas que lhes são demasiadamente densos! As cruzes que lhes são entregues não hão de ser carregadas apenas por vocês, as pessoas que amamos podem ajudar-nos, os profissionais da psicologia estudam e dedicam-se para orientar-nos!

Ainda assim, se carregar o fardo for cada dia mais penoso, reverta seu sofrimento ajudando o próximo! Sei que encontrar forças para isso quando nossa vida parece um poço profundo, úmido e mergulhado em trevas, é difícil e, aparentemente, impossível! Digo, contudo, que quando chegamos ao fundo do poço é o momento de reerguer-se! Doar um pouco de si àqueles que precisam, muitas vezes, é a cura que jamais procuramos!

Pandora: Culpada das intolerâncias!

Intolerância! Devo dizer que sou intolerante! Sou radicalmente intolerante! Sou repulsivamente intolerante!

Não tolero intolerância, em todas as suas vertentes!

Não tolero pessoas que discriminam o diferente!

Não tolero pessoas que maltratam e humilham seres vivos!

Não tolero quem cria pré-conceitos antes mesmo de saber ou conhecer!

Não tolero quem se acha melhor do que os outros!

Não tolero violência, crimes e marginalização!

Não tolero quem acha que tudo tem que vir fácil!

Não tolero corrupção e desonestidade!

Não tolero a maldade e o egoísmo!

Não tolero a depredação à natureza, aos bens públicos e particulares, aos bens históricos, a qualquer coisa fruto do esforço e empenho de outrem!

Sou agressivamente intolerante, pois não tolero os falsos moralismos e mentiras que os Homens pregam todos os dias!

Absurdamente intolerante! Eu sou, pois não tolero os males que assolam a alma e a consciência humanas, tampouco tolero as atitudes de cada um de nós!

Não tolero a forma como caminhamos para trás e regredimos!

A evolução de fato deve harmonizar com a bondade, a caridade, as boas intenções e atitudes!

Os males escaparam por entre os dedos de Pandora e germinaram no ser humano!

Onde está, pois, a esperança de que as ervas daninhas sequem e a calamidade em  nossas almas se reverta em Bem?

Yip Man

Recentemente, descobri a existência de uma personalidade bastante interessante.

Chinês nascido em 1893, seu nome era Yip Man.

Quem? Yip Man? Mas quem é esse tal?

Um dos grandes responsáveis pela difusão do Kung Fu, no estilo Wing Chun, Yip Man também é conhecido por haver tido como discípulo uma personalidade de destaque nas artes marciais e no cinema: Lee Jun-Fan, mais conhecido como Bruce Lee.

Como tenho especial paixão pelas artes marciais chinesas, que visam a treinar o corpo, o psicológico e o espiritual, não foi preciso muito empenho para que eu me interessasse pela história de Yip Man. Afinal, se o discípulo foi notável e deixava embasbacados aqueles que o assistiam, suspeitei o quão admirável seria seu mestre.

A história de Yip Man é, no mínimo, muito interessante e cativante!

Inspirados em sua vida, existem três filmes. Aconselho e sugiro que assistam, apenas, aos dois primeiros, sequenciais denominados, simplesmente, Ip Man. Na minha singela opinião, o terceiro filme, Ip Man: Nasce uma lenda, deixa muito a desejar se comparado com os dois primeiros.

Ip Man foi filmado em 2008 e teve, como um dos consultores, o filho mais velho do referido mestre do Wing Chun, Ip Chun.

Embora sejam obras semi-biográficas, por conterem pitadas de liberdade criativa dos produtores, o filme mostra aspectos interessantes da vida e da personalidade de Yip Man. O ator que o incorporou (Donnie Yep) foi espetacular!

Os filmes são repletos de significados e exibem muito bem a importância das artes marciais na cultura chinesa, bem como reflete a profundidade contida nas mesmas! Isso porque embasam-se nos ensinamento de Confúcio e transcendem o esporte! Artes marciais chinesas são filosofia, a sincronia perfeita entre o corpo, a energia, a alma, a mente! É significado!

Para quem gosta, as cenas de luta são incríveis! Foram filmadas com primazia e arte! Eu vibrava e me empolgava com cada técnica e movimentos estampados na tela da televisão!

Vale a pena conferir os filmes e dar uma pesquisada, seja na história de Yip Man, seja na cultura chinesa e artes marciais nascidas em tal berço.

A fé é incondicional!

Confio nos caminhos de Deus, por mais que pareçam tortuosos e nem sempre agradem.

Que cada passo seja um avanço ao crescimento espiritual e ao aprendizado!

Que cada pedra possa ser saltada!