Lindsey Stirling

AH INVEJA! Sou uma invejosa nata, especialmente quando o assunto em pauta é a arte! Quando a arte se expressa pela música e pela ilustração, nem se diga!

Hoje, descobri um novo objeto para minha inveja saudável e quase deprimente. Seu nome é Lindsey Stirling, uma violinista, dançarina e compositora que foi revelada ao mundo em 2010! É o que descobri em uma breve leitura pelo Wikipédia!

Abaixo, segue um dos muitos vídeos postados no canal do youtube da Lindsey Stirling. Espero que gostem do trabalho dela tanto quanto eu gostei! Espetacular e lindo!

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Morro do Anhangava

Há experiências e sensações que são indizíveis, apenas nos invadem em um jorro de felicidade e nos mostram um lado da vida que desconhecíamos, nos fazem sorrir como jovens apaixonados e sentir aquele gostinho de quero mais, muito mais!

Na semana passada, fiz a minha primeira trilha! E, na companhia de pessoas que me são muito queridas, subi o Morro do Anhangava!

Sob chuva e sob sol, passamos por entre a mata e mergulhamos na natureza, escalamos rochas aqui e acolá, rastejamos sob o paredão… O cansaço não vinha e tardou a chegar, apenas quando retornei à minha casa, no final da tarde!

O medo de altura era pequeno perto da excitação e não houve hesitações, apenas um profundo respirar, um encarar ao desafio e a coragem tomando-nos como uma lufada de vento penetrando os pulmões!

Ao cume, para lá nos encaminhamos e ali nos deliciamos com o sabor de uma grande conquista, que só terminou quando terminamos o caminho rumo às terras baixas! O corpo não cansava, os pés não doíam e tudo o que havia era a vontade de ficar mais um pouco, subir outro tanto, descer outro tanto, serpentear por entre os percursos enlameados e saborear o sol ou a chuva que nos acariciavam!

Apenas uma tristeza, que pena que dois faltaram aparecer na foto panorâmica! J

Conversa sobre Bernard Cornwell

A despeito do tema que me proponho para este post, acrescento a estremecedora sensação de que estou ficando velha. Velha? Sim, porque meu interesse por Bernard Cornwell nasceu por volta de 10 anos atrás, em uma Bienal do Livro em São Paulo.

Àquele tempo, eu não era jovem demais para ser criança. Hoje, eu não sou jovem demais para ser adolescente.

Fuçando aqui e acolá, vendo estes e aqueles livros! Meus olhos se depararam com uma capa azul em que se lia “O Rei do Inverno”. Nas idas e vindas, apenas adquiri o livro 5 anos depois.

Se você nunca leu um texto de Bernard Cornwell, talvez não seja capaz de compreender as sensações das quais desfrutei e o fascínio que foi incrustado nos pensamentos desta que vos fala.

Bernard Cornwell é um reflexo do que há de melhor em épicos. Em um mergulho penetrante, afogamo-nos em intrincados liames, ricos em detalhes e cuidadosamente desenvolvidos para apontarem a versão mais crível da história ou do que ela representaria. Uma bengala a puxar-nos para dentro do palco de cada acontecimento, conversas ou batalhas (estas narradas com perfeccionismo e conteúdos táticos incríveis!).

É fenomenal como a narrativa se desenvolve e como, em determinados pontos (tais como aqueles que envolvem uma curiosa versão de Merlin), aqueles que crêem em magia podem a vê-la evidentemente estampada, enquanto que os céticos nada mais vêem do que coincidências ou fatos fisicamente prováveis.

A última página de cada coleção é gravada pela frustração decorrente do fim e pela ansiedade para a leitura dos outros títulos.

 

Cativos da escrita

Escrita, uma arte deliciosamente complexa, uma derramar de idéias para que outros dela partilhem, o sabor incandescente de tecer pensamentos e o colocarmos no firmamento. Tantas são, entretanto, as formas de desenvolvê-la, seja prosa, seja poesia, seja então prosa poética.

Tentei ser poeta! Descobri-me inapta a dar vida a belos versos e estrofes, sonetos simétricos. Tenho especial paixão aos versos simétricos, que ainda que friamente calculados, sejam cálidos e naturais, fluentes de beleza. Entretanto, sequer meus versos tortos são capazes de embebedar de beleza, são pobres demais.

Encontrei-me, contudo, na beleza da prosa. Em uma escada longa que leva ao ápice da escrita, mal passei da metade do primeiro degrau, mas como amo poder usar das palavras para expressar meus sentimentos e minhas idéias! E tenho uma dezenas de idéias, falta-me apenas tempo para roubá-las daquele plano para este, palpável.

A sensação de escrever e dar vida a tudo quanto percorre a mente é indescritível, mágica, dominadora e cativante. Se pudesse, escreveria incessantemente, alimentar-me-ia das palavras, beberia das pontuações, respiraria a linguagem. Voltando ao mundo real, preciso trabalhar e cuidar da casa. Ora, reservo-me o deleite de escrever nas raras horas em que não estou sujeita ao cumprimento dos meus deveres.

Quando descobri minha paixão pela escrita? Logo após descobrir meu amor pela leitura, eu tinha algo entre 13 e 14 anos. A professora de filosofia (Declaro minha gratidão à Dona Sandra, minha professora de filosofia na 8a. série da escola CEDESC, muito tempo atrás!) pediu-nos que fizéssemos uma redação em que nos inseríssemos em um mito grego ou uma lenda brasileira.

Minha paixão irrefreável pela mitologia e cultura antiga levaram-me a utilizar a mitologia grega, mas como utilizar um mito isolado em uma cultura tão intrincada? Impossível! Minha baderna de mitos, cujo centro era Apolo, gerou uma redação de 8 folhas (Saliento, 8 folhas, não páginas!).

Foi aí que nasceu meu primeiro livro, a redação tomou cria e cresceu para suas duzentas páginas. Comecei a revisá-lo um tempo atrás, para procurar editá-lo e publicá-lo, mas uma idéia de supetão assolou-me e comecei a escrever meu quinto livro. Sim quinto, sem esquecer quarto, que também está em processo de criação.

Desde então, encontro-me sempre (sempre!) em processo criativo, os pensamentos maquinando o próximo diálogo, o próximo entrave, o próximo detalhe.

Conheço que, especialmente minhas primeiras histórias, chegam a ser algo próximo do tosco. No entanto, são meus bebês, minhas crias e encho o peito de orgulho para delas falar. Retratam-me em épocas diferentes e a evolução (ou não) da minha forma de expressão.

Dedico este post a todos que, como eu, pessoas que amam escrever e amam suas obras, ainda que tortas.

Samba em prelúdio

A delicadeza desta música arrepia-me desde a primeira vez em que me deleitei com seus sons e com o valor das palavras tão preciosamente unidas, muitos anos atrás, quando eu não passava de uma criança.

Vinicius de Moraes não foi simplesmente um músico, tampouco simplesmente um poeta, ou um poeta-músico. Ele transcendeu em cada uma de suas composições a magia possível de ser alcançada por ser-humano, não há palavras para descrever o que ele foi capaz de tornar “palpável”.

Não deixarei de mencionar, igualmente, a suave arte de Baden Powell, cujos dedilhados deram curvas envolventes para esta música.

 

Samba em Prelúdio

Eu sem você não tenho porquê

Porque sem você não sei nem chorar

Sou chama sem luz, jardim sem luar

Luar sem amor, amor sem se dar

Eu sem você sou só desamor

Um barco sem mar, um campo sem flor

Tristeza que vai, tristeza que vem

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade

Que vontade de ver renascer nossa vida

Volta, querida

Os meus braços precisam dos teus

Teus braços precisam dos meus

Estou tão sozinho

Tenho os olhos cansados de olhar para o além

Vem ver a vida

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém