Morro do Anhangava

Há experiências e sensações que são indizíveis, apenas nos invadem em um jorro de felicidade e nos mostram um lado da vida que desconhecíamos, nos fazem sorrir como jovens apaixonados e sentir aquele gostinho de quero mais, muito mais!

Na semana passada, fiz a minha primeira trilha! E, na companhia de pessoas que me são muito queridas, subi o Morro do Anhangava!

Sob chuva e sob sol, passamos por entre a mata e mergulhamos na natureza, escalamos rochas aqui e acolá, rastejamos sob o paredão… O cansaço não vinha e tardou a chegar, apenas quando retornei à minha casa, no final da tarde!

O medo de altura era pequeno perto da excitação e não houve hesitações, apenas um profundo respirar, um encarar ao desafio e a coragem tomando-nos como uma lufada de vento penetrando os pulmões!

Ao cume, para lá nos encaminhamos e ali nos deliciamos com o sabor de uma grande conquista, que só terminou quando terminamos o caminho rumo às terras baixas! O corpo não cansava, os pés não doíam e tudo o que havia era a vontade de ficar mais um pouco, subir outro tanto, descer outro tanto, serpentear por entre os percursos enlameados e saborear o sol ou a chuva que nos acariciavam!

Apenas uma tristeza, que pena que dois faltaram aparecer na foto panorâmica! J

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Guardians, o livro

Nobres leitores, venho trazer-lhe algo mais interessante do que meus textos enfadonhos.Alguns meses atrás, em 2009, falei-lhes sobre um interessante trabalho desenvolvido por duas jovens que deram nascimento ao fic-drama “Guardians”, cujo nome atribuí ao post.

Esse fic-drama cresceu! Era antes um pequeno casulo centrado no trabalho com blogs, seja para divulgar o trabalho escrito, seja para trazer-nos sua versão em audio-drama. Entretanto, o casulo foi aberto e dele irromperam as páginas de “Guardians”, que agora pode ser folheado por nós.

Em 07 de novembro de 2010, Luciane Rangel (autora) e Ana Cláudia Coelho (ilustradora) estiveram no evento Vila Anime RJ, em que foi lançado o primeiro volume de “Guardians”.

Particularmente, não gosto de resumos de livros, são pequenos e enxutos demais para fazer jus à genial obra sobre a qual tratam. Afinal, se não fossem resumos seriam livros e não um pequeno texto a figurar na capa dos livros. Com “Guardians” não é diferente, a grandiosidade de sua história transcende em muito o pequeno resumo que transcrevo para vocês:

“Anne Soares tem 22 anos, é órfã de mãe e vive em uma mansão no Brasil, esquecida pelo pai empresário. Sua vida, aparentemente confortável, muda quando é atacada durante uma festa por um estranho ser. Sua surpresa é ainda maior quando dois jovens desconhecidos aparecem para salvá-la e falam da existência de outra dimensão: o mundo youkai, onde vivem demônios, invejando e cobiçando o mundo dos humanos.

Antes que pudesse avaliar o assunto, a jovem é convencida a partir para o Japão, como a Guardiã do signo de Câncer, na missão de evitar a abertura total da fenda dimensional que permite a passagem dos youkais para o seu mundo. Embora nem mesmo Anne acredite ter tal poder, ela é ansiosamente aguardada por uma francesa, Sofie Gautier, antiga Guardiã de Áries incumbida de reunir esta nova geração de guerreiros.

Lá, a moça se depara com uma realidade muito além da que conhecia: treinamentos difíceis, massacres na cidade e o temor por Kuro, um monstruoso rei que planeja tomar o mundo humano.

Seria Anne realmente a Guardiã esperada por todos para compor a equipe? E se fosse, conseguiria aprender em meses tudo aquilo que os outros aprenderam durante toda a vida?”

Em conversa com Luciane, pedi-lhe que me contasse sobre o sentimento de vitória e realização pessoal em ver ‘a menina de seus olhos’ como uma bonita brochura em suas mãos, um sonho realizado.

“Acho que, para todo escritor, não há nada mais gratificante do que ver sua obra transformada em livro. É a materialização do seu trabalho. Como um filho, que se leva meses (no caso de um livro, por vezes anos) gerando. Ele já existe, você sabe que está bem ali… Mas nada nesse mundo se compara à emoção deste nascimento.

E quando se pensa que o trabalho de gerar já foi árduo o bastante, vem outra parte bem difícil: a criação. Começa-se o trabalho de divulgação, para garantir o futuro daquele “bebê”.

Não sei se meu “filho” terá um futuro promissor, se será lido por muitas ou poucas pessoas, mas nada, nadinha nesse mundo substitui a alegria de cada elogio, de cada comentário positivo recebido. Afinal, que mãe não se enche de orgulho ao dizer: “Esse é o meu filho!”?
Bem… Esse é o meu livro! =)” (Luciane Rangel)

Uma curiosidade, no mínimo interessante, do livro é o seu prefácio, escrito por Petit Ange, que comenta que, em um primeiro momento, não tivera o menor interesse pela história narrada no blog (http://www.fic-guardians.blogspot.com/), o qual visitara por um comentário de amigo. Algum tempo depois ela ouviu outra pessoa animada comentar sobre a história de Luciane e ela se dispôs a lê-la, apaixonando-se pela obra.

“(…) a Lucy faz isso parecer tudo o que você sempre quis, com aquela habilidade única dela em criar uma narração que mistura a comédia e o drama, a humanidade e as suas piores e melhores qualidades, e uma coletânea de personagens absolutamente adoráveis e identificáveis. Há até mesmo aquela pitada de sobrenatural, de fantasia, algo que apenas enriquece ainda mais uma obra que já é épica por si só. (…)” (Petit Ange)

Quem quiser saber mais sobre “Guardians”, bem como adquiri-lo, basta acessar: Guardians, Volume I

Lucy e Ana, parabéns!


Acontecimentos e acontecimentos

Há acontecimentos que se cruzam com nossos passos e que em nada os afetam, seja uma brisa que massageia a pele e agita os cabelos, seja uma barreira insignificante demais para atrasar-nos ou tropeçarmos.

Há outro tipo, contudo, que estremece nossos alicerces e interferem, não apenas no caminho, mas em todos os músculos e um algo mais que nos permite andar. Não vou falar, entretanto, daqueles que nos fazem odiar ou nos sentir mal. Não hei de cantar sobre pedras que me fazem cair, de buracos fundos e largos demais para serem saltados, de rios que nos arrastam para longe de nossas metas e sonhos. Hei de declamar os acontecimentos extasiantes, que nos pintam sorrisos e nos fazem chorar de alegria, que nos fazem sentir as pernas como finos bambus ao vento e cada osso treme descontroladamente. Os olhos brilham, o coração palpita!

Dois momentos foram marcos profundos em minha vida! O primeiro, quando fiz a apresentação de meu trabalho de conclusão de curso, cujo tema era “A proteção à propriedade intelectual dos programas de computador”. Não lembro exatamente de como me apresentei, não me lembro exatamente da sabatina a que fui submetida. Lembro-me da dificuldade dos questionamentos e da facilidade de outros, mas, acima de tudo, está quente e recente a memória de minha orientadora Profa. Catarina erguendo-se na banca com o olhar sério, folhas em mãos. Ela falou algo do que não me lembro, com ares pesados e então anunciou com um sorriso, orgulhosamente, que eu havia sido aprovada com louvor e, após uma pausa longa, salientou “… com nota máxima.” Lembro-me de chorar imediatamente e de levar as mãos ao rosto nesse momento! A vontade de chorar vem com a memória… Lágrimas de pura felicidade e realização!

O segundo momento de tanto destaque! Havia passado às 23:40 horas de uma tal sexta-feira 13, agosto de 2010, quando fui acordada por um celular e contaram que eu havia sido aprovada no exame da Ordem dos Advogados. A ficha não caiu, ergui-me e acessei a página do concurso tão esperado! Meus olhos encontraram meu nome, as palavras não saíam, apenas vigoravam risos e soluços, um choro incessante e agitado! A histeria tomou-me e impediu-me de dormir antes das 2 da manhã! Acordei minha mãe à meia-noite e penso que ela imaginou trata-se de um seqüestro ou um outro grave, pois nada do que eu falava se entendia, apenas o choro… o choro… o choro! Respirei fundo e gritei “PASSEI!” e tornei a chorar! Ela se regozijou e eu continuei em minha emoção exagerada!

Espero viver mais dessa felicidade louca e espero, com sinceridade, que vocês tenham a chance de vivê-lo e que, cada vez que contarem a história, seus olhos brilhem e o coração palpite!

A maior emoção…

Estava lembrando-me de um dos momentos mais emocionantes e positivos que vivi.

Em julho de 2009, um dia específico, acordei cedo, ansiosa para um momento decisivo em minha vida acadêmica! Aprontei-me, vestindo o terninho de minha mãe, prendendo a franja para que não me distraísse e conferi se estavam reunidos as cópias de minha monografia, os esquemas e a apresentação a ser exibida durante a defesa do tema escolhido.

Durante a explanação, o tempo alceou vôo. Eu observava, atenta, a reação de cada um dos três professores que compunham a banca examinadora.

Aberta a possibilidade de perguntas, fui sabatinada como nunca imaginei ser, creio ter ficado por mais de 40 minutos respondendo às perguntas que me eram dirigidas. Incrivelmente, eu não estava nervosa.

A sala foi esvaziada para que os professores debatessem, enquanto isso, sem saber o que era discutido por eles, roí algumas unhas. Minutos mais tarde, fui chamada de volta.

Coloquei-me diante dos professores da banca, ansiosa pela resposta, e vi minha orientadora (Professora Maria Catarina Rocha O. de Carvalho) colocar-se de pé com algumas folhas em mãos. Seu ar misterioso fez palpitar meu coração.

Ela anunciou minha aprovação e senti-me aliviada. Um instante depois, ela declarou que eu havia sido aprovada com louvor, nota máxima, e senti a maior emoção que já pude sentir! Desatei em chorar como uma criança e, por mais que não acreditem, sempre que me lembro desse dia, desse momento, meu coração se agita e me descubro incapaz de conter as lágrimas.