A Seta

Caros motoristas, venho trazer-lhes uma informação BOMBÁSTICA: A seta não é opção de fábrica!

Exato, caros motoristas, inclusive, o uso da sinalização é obrigatório!

Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.

Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos.” (Lei n. 9.503/1997 – Código de Trânsito Brasileiro – CTN)

A sinalização de conversão não se presta apenas a deixar o seu veículo semelhante a uma árvore de natal  decorada com pisca-piscas ou para exercitar sua mão ao acionar a alavanca da seta! A sinalização é fundamental para a segurança no trânsito, tanto para informar suas pretensões de virar ou adentrar em outra pista aos demais motoristas que circulam em sua companhia, como para informar os pedestres!

A propósito, caros motoristas, não sei se costumam praticar a caminhada ou passear pelas ruas da sua cidade à pé, mas sabiam que os pedestres se orientam pela seta dos carros para saber se podem ou não atravessar?! Afinal, nós, pedestres, ainda não possuímos bola-de-cristal ou telepatia avançada a ponto de sabermos das pretensões de conversão ou de seguir em frente do motorista! Exato, a seta permite-nos saber se podemos atravessar sem sermos atropelados!

Entretanto, o que de fato acontece? Uma dezena de idiotas ao volante não utiliza as setas para sinalizar a conversão e, por vezes, quase geram acidentes, seja com pedestres, seja com outros veículos! Alguns gênios, para colocar a cereja no bolo, ainda aceleram e jogam o carro em cima de quem está atravessando! Aparentemente, compraram a carteira, pois não conhecem regras básicas do trânsito!

Pois vejam, caros motoristas, não bastasse o fato de ser obrigatória a sinalização a fim de  informar a intenção de deslocamento lateral, o CTN determina que o condutor que ingressar em uma nova via deve dar preferência aos veículos e pedestres que nela estão transitando (no caso, o pedestre que já está em trânsito, ou seja, que anteriormente havia iniciado a travessia da via). Transcrevo:

Art. 36. O condutor que for ingressar numa via, procedente de um lote lindeiro a essa via, deverá dar preferência aos veículos e pedestres que por ela estejam transitando.”(Lei n. 9.503/1997 – Código de Trânsito Brasileiro – CTN)

E ainda:

Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:

I – ao sair da via pelo lado direito, aproximar-se o máximo possível do bordo direito da pista e executar sua manobra no menor espaço possível;

II – ao sair da via pelo lado esquerdo, aproximar-se o máximo possível de seu eixo ou da linha divisória da pista, quando houver, caso se trate de uma pista com circulação nos dois sentidos, ou do bordo esquerdo, tratando-se de uma pista de um só sentido.

Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.”(Lei n. 9.503/1997 – Código de Trânsito Brasileiro – CTN)

Obviamente, eu não estaria tão contrariada e revoltada com essa situação se eu não observasse as seguintes regras:

Art. 69. Para cruzar a pista de rolamento o pedestre tomará precauções de segurança, levando em conta, principalmente, a visibilidade, a distância e a velocidade dos veículos, utilizando sempre as faixas ou passagens a ele destinadas sempre que estas existirem numa distância de até cinqüenta metros dele, observadas as seguintes disposições:

(…)

II – para atravessar uma passagem sinalizada para pedestres ou delimitada por marcas sobre a pista:

a) onde houver foco de pedestres, obedecer às indicações das luzes;

b) onde não houver foco de pedestres, aguardar que o semáforo ou o agente de trânsito interrompa o fluxo de veículos;

III – nas interseções e em suas proximidades, onde não existam faixas de travessia, os pedestres devem atravessar a via na continuação da calçada, observadas as seguintes normas:

a) não deverão adentrar na pista sem antes se certificar de que podem fazê-lo sem obstruir o trânsito de veículos;

b) uma vez iniciada a travessia de uma pista, os pedestres não deverão aumentar o seu percurso, demorar-se ou parar sobre ela sem necessidade.

Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.

Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos.”(Lei n. 9.503/1997 – Código de Trânsito Brasileiro – CTN)

Devo lembrá-los, caros motoristas, que essas práticas que me inspiram inconformismo são infrações ao CTN e são punidas com as penalidades previstas nesse mesmo texto legal! Destaco que dirigir de forma a colocar em risco pedestres é infração gravíssima, conforme prescreve o artigo 170 do CTN, bem como dirigir sem atenção e cuidados com segurança implica na prática de infração média! Tudo isso pode, no mínimo, pesar-lhes duramente no bolso!

No mais, as disposições do CTN são claras no que diz respeito à obrigatoriedade de uma condução veicular responsável e segura, devendo o condutor ser especialmente cauteloso quando estiver próximo a cruzamentos, conforme o exemplo a baixo:

Art. 44. Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento, o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial, transitando em velocidade moderada, de forma que possa deter seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência.”(Lei n. 9.503/1997 – Código de Trânsito Brasileiro – CTN)

Então, caros motoristas, lembrem-se de que a seta não é opcional de fábrica, tampouco enfeite! Lembrem-se de que vocês não são donos das vias, tampouco da verdade! Lembrem-se de respeitar seus próximos e de dirigirem com segurança! Afinal, você, um dia, pode ser vítima de um idiota que conduz seu veículo com total irresponsabilidade e desleixo!

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Onde está meu “eu”?

Um algo de mim perdeu-me nessas idas e vindas, nos caminhos e descaminhos que cruzaram e descruzaram os meus passos que vêm e vão.

Estou, contudo, tão cansada para procurá-lo, tão exausta e rastejante sobre meu próprio ser…

O relógio rouba-me a liberdade! O cansaço dilacera, até mesmo, a capacidade de pensar, de sonhar, de sorrir! Os passos tropeçam em si e os pés pesam como grilhões, os ombros doem como se Atlas eu fossem! Onde está o ar para que eu possa respirar?

Onde está meu “eu”, que se perdeu de mim!? Seja, talvez, apenas breu! Quem dera fosse uma folha de papel, que pode ser encontrada amassada a um canto ou sob pilhas de qualquer coisa, em uma gaveta ou sob a cama!

Dicas: Como não se vestir (2)

Caros leitores, simplesmente foi impossível não retomar a série “Dicas: Como não se vestir”!

Apreciando os guarda-chuvas indo e vindo sob a insistente chuva de Curitiba e as pessoas sob eles encolhidas, acabei por notar a indiscrição de duas moças risonhas e mergulhadas em gracejos. Uma delas, diga-se de passagem, chamava a atenção de homens e mulheres e, claramente, pensava estar ‘abafando’. Ela vestia uma calça leg e esta, por sua vez, estava um tanto quanto transparente na região do bumbum, exibindo levemente o tom da pele e a calcinha fio-dental.

Pensei em três hipóteses: i) Ela não possui o hábito de olhar-se no espelho; ii) Ela não possui amigos que avisem dessas coisas que podem acontecer a qualquer um; e iii) É uma exibida, para não dizer outra coisa.

O fato é que transparências deve ser usadas com moderação e com uma pitada de bom senso! A sensualidade e a beleza envolvidas nesse tipo de roupa não estão em exibir a intimidade ou o tronco, mas sim exibir o suficiente para subentender o que há coberto sem alcançar a vulgaridade!

Penso, por exemplo, que a barriga deve permanecer no mistério das roupas, seja uma silhueta enxuta ou com pneuzinhos aqui e acolá! Se pretende vestir uma blusa transparente, uma inibidor de transparência para ocultar os seios e a barriga é recomendado e não compromete a graciosidade da composição! Podem exibir, por sob a transparência, os ombros e o contorno da clavícula.

Se pretende trajar um vestido ou uma saia que possuam o mínimo grau de transparência, recomendo, igualmente a associação com uma anágua ou um inibidor de transparência.

Qual a graça de um homem cortejá-las se nada mais há para descobrir e se já exibem seus corpos a todos os transeuntes! O cuidado é fundamental para que não seja confundida a utilização de peças transparentes com a vulgaridade de uma mulher dada, aquelas marcadas por esse conceito serão tidas, via de regra, apenas como um fácil objeto, de fácil acesso e de fácil dispensa!

O que nos torna belas é sabermos agir e nos comportar, sermos inteligentes e esforçadas! Desfilar sem os mínimos pudores dilacera e distorce a boa imagem!

Dicas: Como não se vestir

Nas indas e vindas pelas ruas, meus olhos deparam-se com tipos e tipos de pessoas, com seus tipos e tipos de cabelos e roupas, seus tipos e tipos gestuais, seus tipos e tipos de ser.

Inspirada por esses pequenos encontros e desencontros com desconhecidos que, possivelmente, jamais irei conhecer, pensei em escrever uma série de posts voltados para tipos e tipos de vestimenta.

Respeito os gostos e estilos de cada pessoa, mas convenhamos que há mulheres perambulando sem o menor respeito próprio ou sem a menor noção do adequado. Não digo sobre combinação de cores e estampas, digo sobre comprimentos, decotes, aberturas, transparências e afins.

Assim, as primeiras vítimas da minha língua ferina serão as saias, ou melhor, as minissaias!

A maior parte das pessoas não é modista ou estilista, não temos a necessária obrigação de conhecer quais são os melhores modelos para o nosso tipo de corpo. Assim, não venho tratar de saias que engordam ou emagrecem, que esticam ou achatam, que valorizam ou apagam. Tampouco, menciono as estampas! Embora não possa conter um conselho: via de regra, estampas diferentes não se misturam! Assim, por exemplo, se veste saia ou calça florida ou xadrez, o ideal é que a camisa seja lisa! A recíproca é verdadeira! É claro que há estampas que podem ser combinadas, mas a dica garante que você não errará!

Voltando às saias!

Minissaias são peças bonitas e vestem bem mulheres esbeltas! Saliento: Esbeltas! Pessoas mais gordinhas e com cochas muito grossas não são exatamente privilegiadas ao vestir esse modelito, engorda e fica realmente feio! Aprenda a valorizar-se com saias um pouco mais compridas, com aproximadamente cinco dedos acima dos joelhos.

O ponto mais relevante, contudo, é o tal do comprimento. As moçoilas tendem a confundir minissaias com microssaias! Mostrar parte das cochas é bonito e valoriza o corpo da mulher. Agora, mostrar polpa do bumbum ou o bumbum inteiro, dependendo do movimento, é vulgar! Há um abismo enorme entre a mulher bem vestida e a mulher desesperada para chamar atenção dos homens! Estas, definitivamente, tendem a ser apenas diversão passageira.

Respeitem a si mesmas e a seus corpos! Microssaias são vulgares e atribuem àquelas que as vestem a imagem de uma mulher pouco respeitável e, perdoem-me o termo, vadia.

Além disso, é importante discernir os modelos de saia passíveis de serem vestidos nesta ou naquela ocasião. É certo que existem minissaias sociais, mas não sugiro que as utilizem em um ambiente de trabalho mais sério, como um escritório de advocacia, também evite-as em reuniões com clientes ou sócios. Se você quer ser respeitada no seu ambiente de trabalho e ser reconhecida pela sua competência, é fundamental que não tente incorporar aquelas personagens de filmes que transbordam sensualidade e conquistam, no máximo, uma boa pensão alimentícia.

Em praias ou parques, por exemplo, minissaias são bem-vindas, desde que respeitados os limites de comprimento que definem o vulgar!

Outro detalhe importante, vestir saias exige postura e comportamento. Em qualquer situação, andar ou sentar com as pernas abertas gera a imagem de desleixo. Com saias, isso é ainda mais destacado e corre-se o risco de exibir ao público aquilo que deveria estar bem guardado.

Mulheres de todas as idades, sejam adolescentes ou adultas, respeitem a si mesmas e resguardem seus corpos.

Se você quer conquistar os homens, faça-o por seus dotes, inteligência e simpatia, jamais por mostrar seu corpo. Tenha o menor pudor e guarde certos detalhes para os momentos de intimidade, ao invés de exibi-los para qualquer um que passe na rua!

Se a sua auto-estima está baixa, expor-se não vai ajudar! Afinal, será tratada como um objeto descartável! Você faz a sua auto-estima, não os outros!

Respeite-se!

Reações da ignorância

Um pensamento alheio, uma divagação completa, bombardeou minha mente enquanto eu pesquisava detalhes tributários da extinção societária.

A mente humana é uma coisa curiosa, com voltas e lombadas esdrúxulas. Engraçado como reagem as pessoas que se sentem ofendidas pela própria ignorância, tendem a descer do salto e adotar a falta de tato como filosofia de vida.

Ainda mais curiosa a reação quando se sentem ignoradas. Permanecem em um estado de luta voraz, apelando para zombarias que têm graça apenas para seu humor pouco apurado e, então, cansam e se calam.

Um deleite para esta pequena escritora de pensamentos, que se regozija ao ver a arrogância cair do cavalo e virar ignorância até ser assoprada e morrer como uma vela no silêncio.