“A Hora do Espanto” e “Os três mosqueteiros”

O tempo tipicamente curitibano é inspirador àqueles que apreciam cinema e adoram associá-lo à preguiça! Ontem, a chuvinha agradável aos ouvidos levou-me a vestir um poncho e me embolar no sofá, com uma garrafa de iogurte e um pacote de saldadinho!

Os dois filmes sorteados para a vez? O remakede “A Hora do Espanto” e “Os três mosqueteiros”, ambos de 2011. A conclusão ao final do domingo: O primeiro surpreendeu-me e o segundo decepcionou-me.A adaptação do roteiro de “A Hora do Espanto” foi pincelada com ótima sacadas, muito  atuais! A história é direta e o que interessa começa de pronto, sem muita enrolação! Nada daquela clássica enrolação de bom vizinho durante o filme inteiro para a revelação bombástica de um vampiro ou de um assassino morando ao lado nos últimos 30 minutos de filme! Um filme de terror recheado de alívios cômicos, vale a pena!

Quanto a “Os três mosqueteiros” é o que denomino como um balde de água fria! Apesar do bom elenco, a história e o roteiro são bastante fracos, as cenas são incoerentes e deixam escapar muita desatenção da produção do filme! Na minha opinião, um filme feito às pressas para aproveitamento da modinha do 3D! Claramente, não houve grandes preocupações com uma boa história e as personagens não são vazias e superficiais! A nobreza dos mosqueteiros originais e de D’Artagnan foi pisoteada por um simples “Tô coçando, então topo me colocar em risco” ou “Se é para pegar a dama de companhia da rainha, claro que vou lá me arriscar!”. Resumindo, uma porcaria!

Se querem evitar o tédio e o desgosto, portanto, sequer tentem assistir a essa nova versão de “Os três mosqueteiros”. Ótimas pedidas são “Os três mosqueteiros” (1993) e “O homem da máscara de ferro” (1998), estes dois filmes tiveram boas adaptações de roteiro e são empolgantes!

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Yip Man

Recentemente, descobri a existência de uma personalidade bastante interessante.

Chinês nascido em 1893, seu nome era Yip Man.

Quem? Yip Man? Mas quem é esse tal?

Um dos grandes responsáveis pela difusão do Kung Fu, no estilo Wing Chun, Yip Man também é conhecido por haver tido como discípulo uma personalidade de destaque nas artes marciais e no cinema: Lee Jun-Fan, mais conhecido como Bruce Lee.

Como tenho especial paixão pelas artes marciais chinesas, que visam a treinar o corpo, o psicológico e o espiritual, não foi preciso muito empenho para que eu me interessasse pela história de Yip Man. Afinal, se o discípulo foi notável e deixava embasbacados aqueles que o assistiam, suspeitei o quão admirável seria seu mestre.

A história de Yip Man é, no mínimo, muito interessante e cativante!

Inspirados em sua vida, existem três filmes. Aconselho e sugiro que assistam, apenas, aos dois primeiros, sequenciais denominados, simplesmente, Ip Man. Na minha singela opinião, o terceiro filme, Ip Man: Nasce uma lenda, deixa muito a desejar se comparado com os dois primeiros.

Ip Man foi filmado em 2008 e teve, como um dos consultores, o filho mais velho do referido mestre do Wing Chun, Ip Chun.

Embora sejam obras semi-biográficas, por conterem pitadas de liberdade criativa dos produtores, o filme mostra aspectos interessantes da vida e da personalidade de Yip Man. O ator que o incorporou (Donnie Yep) foi espetacular!

Os filmes são repletos de significados e exibem muito bem a importância das artes marciais na cultura chinesa, bem como reflete a profundidade contida nas mesmas! Isso porque embasam-se nos ensinamento de Confúcio e transcendem o esporte! Artes marciais chinesas são filosofia, a sincronia perfeita entre o corpo, a energia, a alma, a mente! É significado!

Para quem gosta, as cenas de luta são incríveis! Foram filmadas com primazia e arte! Eu vibrava e me empolgava com cada técnica e movimentos estampados na tela da televisão!

Vale a pena conferir os filmes e dar uma pesquisada, seja na história de Yip Man, seja na cultura chinesa e artes marciais nascidas em tal berço.

The Godfather (O Poderoso Chefão)

O Poderoso Chefão!

Simplesmente sem comentários! Você não cansa, você vicia e a cada cena pede sedento por mais uma dose de Marlon Brando, Al Pacino, De Niro e uma penca de atores fabulosos! O filme está, em minha singela opinião, entre as maiores obras! Espetacularidades à parte…

O Poderoso Chefão vai muito além da história da máfia, das conquistas e respeito de Vito Corleone, da história dos imigrantes italianos, e afins. O filme conta, acima de tudo, a história de frustração e insucesso de Michael Corleone, cujos esforços para proteger a família foram tão cegos que os laços fragilizaram-se. Penso que o maior erro de Michael foi não haver aprendido suficiente com seu pai, o que é compreensível vez que de fato não almejava um posto na máfia. Sonny havia nascido com o talento de Vito, mas sua impulsividade o levara a não alcançar o posto de padrinho em razão da morte. Fredo era o maior exemplo da falta de talento.

Michael, o civil da família e herói de guerra, foi arrastado pelas circunstância para assumir o que não lhe cabia. Seus esforço eram muitos, mas jamais alcançara o status de Vito Corleone. Notem como a figura de Michael é deprimente, ou deprimida.

É claro, como poderia ele comparar-se a Vito? Afinal, Vito construiu, Michael herdou!

Pobre Michael, um grande mafioso à sombra de um Vito Corleone inalcançável!

A série é esplêndida e de uma qualidade excepcional!

Thor

Para a receita perfeita, bastam dois ingredientes: O Cara (Stan Lee) e Os Heróis (Marvel). Definitivamente, os dois ingredientes fazem milagres!

The Avengers (Os Vingadores) está prometendo ser absolutamente sensacional! Por sinal, já está sendo! Afinal, os heróis estão nos sendo apresentados em medidas homeopáticas (o problema é que estou com necessidade de uma overdose rs)!

Agora, sem tocar no mérito de Iron-man e Hulk, que são muito bons! Vamos à estréia de 29 de abril de 2011: THOR!

Ontem fui ao cinema e conferi o filme! Achei “foda” (perdoem-me pelo termo chulo)! O filme é muito bom!

Dando uma busca na internet, encontrei algumas críticas (embora não tenha detido muito do meu tempo com isso), como, por exemplo, de que Thor (o filme) está distante da HQ, que a história fraca e não tem muita consistência.

Na minha singela opinião, se a pretensão fosse imitar a HQ, os produtores o teriam feito.

Ademais, como a intenção é revelar e amarrar pontas para a introdução dos heróis ao público e, posteriormente, fechar com chave de ouro (The Avengers, cujo lançamento está previsto para 2012), não me pareceu que tivessem a pretensão de fazer com Thor, o que fizeram com Hulk e Iron-man. Concordam que não há como ser detalhista em apenas um filme? Relevem!

Outros comentaram a falta de cenas de ação! O percurso exigia as cenas de ação acumuladas no final das histórias! Além de que, o objetivo do filme era Thor encontrar as características de um herói dentro de si, caso contrário, seria melhor tê-lo colocado como um anti-herói. Loki seria ‘o cara’ da história, e não o ‘vilão’! A propósito, não saiu um filme de porradaria, mas acredito ter visto várias cenas de ação que me deixaram com vontade de entrar na tela e dar uma mãozinha rs.

Quanto ao romance versão amor à primeira vista (algo como o amor dos príncipes e princesas dos contos de fadas), sim foi um pouco inconsistente. A Sif foi completamente ignorada nesse contexto e parte da história da HQ ficou faltando para explicar melhor a situação. Isso não torna o filme um lixo.

Alguns reclamaram do excesso de tiradas do filme. Nada contra, ri bastante e achei os pontos de comédia bem colocados!

Os links para introdução de The Avengers estão sendo bem feitos e, por vezes, discretos. Para aqueles que não perceberam, temos até uma rápida aparição do Hawkeye.

Para os fãs de Marvel, um pouco de tolerância é importante! Ver nossos heróis prediletos no cinema, com bons efeitos e uma tentativa de fazer o melhor possível é algo suficiente para me fazer sorrir!

Aos leigos, tenho certeza que vão adorar!

Agora, só me resta esperar pela estréia de Capitão América! e… THE AVENGERS!

 

Carlitos

Sempre me encantei com aquela figura em branco e preto, com seu chapéu coco e bigode em forma de brocha, girando sua bengala de bambu e trajando paletó apertado e sapatos grandes demais. Ali estava um dos mais conhecidos personagens do cinema, Carlitos, como o conhecemos, “O Vagabundo”, como o chamou seu criador: Charles Chaplin!

Por esses dias, adquiri Chaplin, filme de 1992, estrelado por Robert Downey Jr. no papel principal. Logo após assisti-lo, tocada pela história do homem por trás de Carlitos, lancei-me a uma pesquisa sobre ele.

Quem conhece apenas o “Vagabundo” poderia imaginar os tantos dilemas e problemas que vivia aquele que lhe emprestava o corpo e a imaginação? Apenas aqueles que suspeitarem que ele satirizava nas telas as infelicidades que o afligiam!

Charles Chaplin foi um gênio, um gênio humano, claro! Com tal, com seus defeitos, por vezes inaceitáveis. Alguém que usava de sua arte e de seu trabalho como uma droga para fugir da realidade, a meu ver! Indiscutivelmente, um gênio e, como gênio, com todos os exagerados problemas de um gênio! Tal qual Mozart (Um filme que recomendo, Amadeus! A fascinante história de outro gênio, um louco!)!

Aqui fica uma recomendação desta que vos fala. Chaplin é um ótimo filme, com uma bela história! Curto demais para tratar da vida de Charles Chaplin, mas suficientemente bom para fazer-nos rir, chorar e admirar ainda mais o homem e sua criação.