Herói, houve um: Ayrton Senna

Acho interessantes os conceitos de ídolos e heróis que têm as pessoas. São Restart’s, Lady Gaga’s, Justin Bieber’s, BBB’s, Ratinhos e afins, corpos, caras e bocas!

Tenho alguns ídolos que me marcam, são cantores com Fred Mercury ou Ray Conniff e atores como Sean Penn. Entretanto, meu herói é brasileiro, muito mais do que uma celebridade ou um campeão, ele tinha fortes valores, se preocupava com as pessoas e lutava por seus ideais. Meu herói morreu em 1994, durante o GP de San Marino.

Eu tinha seis anos quando olhei para a televisão e ouvi um repórter qualquer anunciando que Ayrton Senna estava morto. Meus olhos marejaram, como ainda fazem, e fui silenciosa para meu quarto, chorar a morte de um homem que me dava orgulho de ser brasileira, um modelo de determinação e dignidade!

São pessoas honrosas como Senna que deve ser nossas bússolas, norteando nossas atitudes e caráter!

Os heróis de hoje, contudo, nada mais são do que roupas e ritmos, estilos assim ou assado, cigarros, bebidas e drogas, vulgaridade e desrespeito! Inexistem verdadeiros valores e pessoas além de todos os conceitos que têm sido assimilados por todos.

Senna foi alguém de princípios e atitudes, mais do que um atleta, um guerreiro!

 

O seu herói é um “ai se eu te pego”? O meu é Ayrton Senna.

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Desabafo

Meu coração aperta e sufoca minhas tragédias com a perspectiva insólita e infeliz que se pinta diante dos meus olhos.

Os sacrifícios não cessam um instante sequer e, após tudo quanto abri mão e deixei para trás, vejo que talvez seja obrigada a deixar aquilo pelo que tudo ficou apenas em meus rastros.

Meus olhos marejam em aflição e a dor constante martela-me a cada movimento dos pulmões, causando-me a profunda dor que apenas o silêncio é capaz de exprimir e que sobre a qual não tenho qualquer domínio.

Mãos atadas, sequer meu destino se estende diante de mim, sob minhas rédeas!

Corro em seu encalço e tudo quanto consigo é vê-lo distanciar-se a largos passos, fugitivo de meus dedos e da felicidade que me poderia causar. Vejo-me arrebatada por um destino que não é meu, mas suas garras são demasiado fortes para que delas eu me livre e possa correr sem barreiras.

Luta! Debato-me sob a força que exerce contra mim! Planejo! As estratégias de fuga são ineficazes!

Não fui eu a pecadora merecedora do Tártaro! Os deuses enganaram-se e lançaram nos Elíseos aquele que deveria estar aqui. Tomou-me o lugar e, agora, deleita-se com meus merecimentos.

Triste fim dessa heroína, que lutou tantas batalhas para, inglória, tombar sem nada conquistar.