Sobre atitudes e natureza

Para motivo de meu abalo e inconformismo, alguém da minha lista de amigos no facebook citou o seguinte:

 

Seja um horrendo!

As ONGs de direito dos animais, geralmente escolhem bichinhos bonitinhos como a WWF faz com o Panda, para arrecadar fundos, para “salvar” um bicho, que não fará diferença alguma no ecossistema se for extinto , deveríamos parar de nos preocupar com os bichinhos bonitinhos e começar a dar mais aten…”

 

Por motivos alheios à minha vontade, não consegui ler o restante do texto, pois o link resultava em “A página que você solicitou não foi encontrada.“. Entretanto, o pequeno trecho é suficiente para compreendermos parte do entendimento expresso, bem como dá pano para manga (para minha manga…).

Criticar aqueles que têm a coragem de lutar para mudar, para melhor, o mundo e que são ativos na defesa à natureza (e filhos dela) é uma tarefa realmente fácil, ao menos se comparada com a árdua atitude de tomar iniciativa ou de se engajar em projetos.

Neste momento, antes de criticarmos, precisamos nos questionar: “Quantas vezes me mobilizei e a outros para proteger a natureza?”

Dando seguimento, indago: Como é possível afirmar-se que a extinção de um ser não fará diferença alguma no ecossistema? A presença de um animal em determinado ecossistema, ou não, pode acarretar uma série de desequilíbrios, por menor que pareça suas ação e influência ali. A ciência estudou diversas situações, de modo a comprovar que qualquer animal, bonitinho ou não, é importante para o meio-ambiente em que está inserido.

Outro ponto a ser levantado. O fato de a WWF ter como emblema um panda, não significa que a organização arrecada apenas para a salvação desse animal. Como é sabido, o panda é um dos maiores exemplos de animais que estão à beira da extinção, o que é um bom motivo para ser a marca registrada de uma instituição que visa à defesa do meio-ambiente e a impedir que diversos animais sejam exterminados da Terra.

A autor manifestou-se no sentido de que não entendi o texto. A começar, eu gostaria de ler o restante, para aferir se minha interpretação foi incorreta. Independentemente disso, acredito que este primeiro parágrafo foi uma expressão significativa de uma idéia infeliz e infundada, a qual acredito que, realmente, seja compartilhada pelo autor.

Se após ler o texto integral, houver uma mudança em minha interpretação, faço minha promessa de retratação em post específico!

Por fim, para aqueles que desconhecem os serviços de instituições como a WWF, que tal esclarecer alguns pontos (quem sabe se inspirar também): http://www.wwf.org.br/

 

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Questionamento

O mundo é pequeno ou coincidências existem?

Conversa sobre ET’s

Pergunta simples e rápida: você acredita em extraterrestres?

Ouvi dezenas de vezes pessoas afirmando veementemente que não há vida fora da Terra, isso sob a guarida de uma série de argumentos, desde religiosos até científicos, como que Deus houve se restringido a incutir vida apenas nesta esfera de terra, água e algo mais ou que a vida seria improvável e impossível em outros planetas, fadados a serem inóspitos por possuírem características tão diversas das do nosso planeta.

Ora ora, convenhamos, essa convicção de que existe vida apenas na Terra é a mais pura cegueira e prepotência!

Um planeta pode ter condições desfavoráveis para abrigar vida terráquea ou similar. Mas pergunto, por que cargas d’água a existência de vida em outros planetas tem que se subordinar à forma e condições da Terra, que é um planeta qualquer perdido em algum lugar do universo?

Convenhamos que o universo, bem como o multiverso, são suficientemente infinitos para que nós sejamos a única coisa viva! Somos nadas no todo e, ainda assim, muitos de nós pensam que tudo gira lindamente em torno da humanidade.

Agora, quanto aos que crêem nessas vidas intergalácticas, levo-me a questionar algumas teorias de que os denominados ET’s querem invadir a Terra, por ser este um paraíso perdido, uma fonte de recursos, a última bolacha do pacote. Pelo amor do santo da síndrome do “meu umbigo é o centro do universo”, a Terra é o paraíso e repleta de recursos para a sobrevivência de seres como nós ou que vêm de planetas cujos recursos sejam similares a alguns dos nossos e, por isso, lhes seriam valiosos. Mas daí a defender que todos os extraterrestres do infinito vão convergir para a Terra, para nos destruir ou fazer de escravos e roubar os recursos, é um exagero!

Outro ponto é a humanidade dos ET’s. Perceberam que a maior parte das imagens de possíveis extraterrestres capturados ou apontados em filmes são fisicamente tão semelhantes a nós e, freqüentemente, também ambiciosos e destrutivos? Imagino uns tantos deles menos humanóides, alguns psicologicamente e espiritualmente mais parecidos conosco, outros menos, uns mais evoluídos outros menos.

Quanto a essa escravidão, se os ET’s chegarem a Terra, por óbvio estarão tecnologicamente muito avançados, o que significa que uma mão-de-obra desqualificada, fraca e ignorante como a nossa seria mais do que descartável.

Somos prepotentes demais para o bem ou para o mal. Primeiro, porque não estamos sozinhos no uni ou no multiverso. Segundo, porque a Terra e a vida que nela habita são a jóia mais valiosa para nós, não para toda e qualquer existência que possa haver no todo.

Aos extraterrestres que estão lendo este texto: Sim, eu acredito em vocês. Não, ainda não estou pronta para conhecê-los, deixem-me seguir com minha vida comum!

 

 

Pensamentos ligeiros

Pensamentos são ligeiros, por vezes correm de seus donos e estes sequer os percebem passar. Quando piscam, já estão longe demais as idéias transeuntes, impossível lembrá-las então.

Pensamentos são velozes, tal qual Hermes. Onde estão os meus, que parecem fugidos de meu próprio eu?

Um ponto final

É doloroso quando as certezas se esvanecem ao soprar de uma brisa e as promessas de uma vida são dilaceradas pela sola de uma verdade repudiada. O coração é moído em dor e a garganta se amarra em um nó espinhoso quando nos damos conta de que as decisões a serem tomadas nem sempre são as esperadas, nem sempre trazem o felizes para sempre para junto de nós.

Hei-me neste momento fatídico de minha vã existência. O amor é suficiente para o sacrifício de uma vida inteira? O carinho e ânsia da proximidade cotidiana é bastante para fazer-nos tragar os confrontos com ideologias e princípios morais inerentes do ser?

Príncipes encantados não existem e eu sempre o amei como o comum homem que é. Entretanto, falta-me a disposição de aceitar-me ser subjugada por conservadorismos a partir do qual as mulheres são menos do que os homens e que eles são quem merecem o destaque.

Longe de minhas idéias ser o destaque, um casal desfila unido. Sinceramente, ser inflexível alicerçando-se em princípios machistas apenas mostra que talvez seja melhor parar agora, antes que se faça o matrimônio.