Há seis anos…

Há seis anos, eu estava agitada e feliz!

Há seis anos, você e eu declaramos nosso gostar, nosso amar!

Há seis anos você é meu e eu sou sua!

Há seis anos, você me reconheceu como sua metade da laranja e eu reconheci você como a tampa da minha panela!

Há seis anos, há exatos seis anos, abri meu coração para que você ali se alojasse sem restrições!

Há seis anos, estamos juntos! Há seis anos, somos um!

Você está comigo há pouco mais do que 1/4 da minha vida! Estou com você há pouco menos do que toda minha vida adulta!

Obrigada por servir-me de amor durante esses seis anos!

Obrigada por toda a eternidade que nos aguarda!

Amo você, Eduardo!

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Herói, houve um: Ayrton Senna

Acho interessantes os conceitos de ídolos e heróis que têm as pessoas. São Restart’s, Lady Gaga’s, Justin Bieber’s, BBB’s, Ratinhos e afins, corpos, caras e bocas!

Tenho alguns ídolos que me marcam, são cantores com Fred Mercury ou Ray Conniff e atores como Sean Penn. Entretanto, meu herói é brasileiro, muito mais do que uma celebridade ou um campeão, ele tinha fortes valores, se preocupava com as pessoas e lutava por seus ideais. Meu herói morreu em 1994, durante o GP de San Marino.

Eu tinha seis anos quando olhei para a televisão e ouvi um repórter qualquer anunciando que Ayrton Senna estava morto. Meus olhos marejaram, como ainda fazem, e fui silenciosa para meu quarto, chorar a morte de um homem que me dava orgulho de ser brasileira, um modelo de determinação e dignidade!

São pessoas honrosas como Senna que deve ser nossas bússolas, norteando nossas atitudes e caráter!

Os heróis de hoje, contudo, nada mais são do que roupas e ritmos, estilos assim ou assado, cigarros, bebidas e drogas, vulgaridade e desrespeito! Inexistem verdadeiros valores e pessoas além de todos os conceitos que têm sido assimilados por todos.

Senna foi alguém de princípios e atitudes, mais do que um atleta, um guerreiro!

 

O seu herói é um “ai se eu te pego”? O meu é Ayrton Senna.

As aventuras de Tintin

E vejam a surpresa que não me foi, recordar tantos anos depois, em um momento tão sem propósito!

Folheando, por assim dizer, as páginas de um jornal on line, vejo um estopim acender as minhas lembranças e ali estávamos eu e meu irmão colados à televisão, assistindo e devorando cada segundo das famosas “Aventuras de Tintin”!

Descubro que um dos desenhos que coloriram minha infância foi inspirado em um jovem que deveras existiu! Hergé, inspirado em Palle Huld, um garoto repórter de 15 anos, criou aquele aventureiro que corria o mundo sem sair de minha sala, ao lado de Milu, o nobre cachorrinho escudeiro, e do Capitão Haddock, velho lobo do mar.

Palle Huld, dinamarquês com longa carreira de ator, morreu aos 98 anos no dia 26 de novembro de 2010. Deixo minha lembrança ao menino que este homem foi em 1928, pois ainda que não o soubesse até alguns minutos atrás, sem ele minha infância teria menos diversão.

Tiro o chapéu para Hergé, que viu no jovem repórter um motivo para criar incríveis histórias, com personagens tão curiosos!

In memoriam. Leslie Nielsen

Com pesar, deixo uma singela homenagem ao eterno Tenente Frank Drebin.

Leslie Nielsen foi uma imagem marcante em minha infância, não me esqueço do quanto ri assistindo filmes como as seqüências de “Corra Que A Polícia Vem Aí”. Esse ator genial, um comediante nato que me roubou infinitas gargalhadas e que tornou mais belo o cinema mundial, merece ao menos uma menção neste pequeno recanto.

Não sou digna de escrever-lhe uma extensa homenagem, nem seria capaz para tanto. A tristeza pela partida de Leslie Nielsen trancafiou minha criatividade neste momento. As lágrimas me brotam, era ele uma das imagens mais queridas de minha infância, pensei que era imortal! É imortal, em nossas lembranças.

Leslie Nielsen morreu ontem, dia 28 de novembro de 2010.

Leslie, obrigada pelos momentos de alegria inesquecíveis, pelas gargalhadas incessantes.

Saudade!

Nem todos os dias são de festejo, nem todas as datas se contam em comemoração e alegria!

Dois anos foram-se sem aquele sorriso rouco e brincalhão, que, em meio à autenticidade e à inerente sinceridade, anunciava palavras de afeto!

São 730 dias sem que aquela pessoa tão pequena e tão grande inunde de energia e felicidade cada amanhecer!

A existência, em nós, abriga-se em um jardim de saudade! Não demoram as lágrimas a brotarem e o coração a sufocar de dor, pois a lembrança é cristalina, mas insuficiente para apaziguar a falta de sua presença!

Saber que seu espírito puro e amoroso guarda-nos, como uma estrela observadora e cuidadosa, não é bastante para trazer-nos a conformação! Ah o questionamento! Por que você? Por que tão cedo? Tudo degringola na sua ausência!

Ausência! Falta! Saudade! O desejo pela ilusão, a expectativa de que tudo não passa de um prolongado pesadelo, uma piada de mau gosto! Dolorosa a realidade que nos traga e que nos esbofeteia gritando aos sete ventos que você agora transcendeu a carne que ainda envolve aqueles que aqui permanecem!

Desapegou-se de seu corpo, seus braços maternos são capazes de abraçar o mundo e abraçar-nos todos ao mesmo tempo! No entanto, coração e mente não são elevados o bastante para contentarem-se com isso!

As lembranças de sua companhia são uma preciosidade sem mensuração! As lembranças são tudo o que temos e cada agulha em nosso peito dá-nos a certeza de que, mesmo não estando mais entre nós, por nós sempre será amada!

O dia 9 de agosto deixou de ser feliz! No entanto, havemos de sorrir por termos tido a imensa sorte e alegria de ter gozado daquela companhia! E havemos de chorar, porque a saudade é grande demais!