O Fantasma da Ópera

Se me perguntarem qual meu filme predileto, aquele que faz meu coração palpitar, inebria minha mente, instiga meus sonhos e assim por diante, não haverá hesitação ou segundos para averiguações. “O Fantasma da Ópera” (The Phantom of the Opera) é, sem dúvida nenhuma, o que melhor se enquadra nesta ideia, sua história atiça-me e suas músicas emocionam-me, levam-me a cantar e a sentir algo que simples palavras não são capazes de expressar! Cada nota e cada palavra levam meu coração a um bater diferenciado!

A versão que me apraz, tanto pela produção quanto pela interpretação musical, e especialmente por este quesito, é a de 2004 (http://www.imdb.com/title/tt0293508/)! Sem dúvidas!

Admito, neste momento, que não havia encontrado outras versões das melodias que me levassem ao mesmo nível de êxtase,  ou que me agradassem! Isso mudou hoje, pois Lindsey Stirling surpreendeu-me novamente! Sua releitura e compilação dos temas de “O Fantasma da Ópera” ficou simplesmente incrível!

É claro, ainda não reflete em mim o mesmo efeito que encontro nas trilhas originais do filme, mas não perde o brilho e não deixa a desejar!

 

 

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Castle

Existe uma dezena de seriados policiais, dedicados à abordagem de investigações criminais, especialmente homicídios! Fato! Algumas alcançam um nível de detalhamento e técnica que nos cativam, pontas bem presas, argumentos válidos, roteiro caprichado, convincentes! Outras, a meu ver, deixam bastante a desejar e não me convencem, enredo fraco!

A título de exemplo. Enquadro, no primeiro conceito, “CSI: Crime Scene Investigation“, “Cold Case” e “Law and Order“. No segundo conceito, “Bones“, ao menos foi minha impressão no primeiro episódio da primeira temporada (e, sinceramente, não me sinto tendida a assistir a outros episódios desta série).

Há poucos dias, contudo, descobri que a tragicidade inerente aos seriados policiais não anula a possibilidade de combinar as circunstâncias com uma boa comédia, e não falo de humor negro (a propósito, tenho asco a humor negro!)!

Essa descoberta tornou-me uma alucinada viciada nos episódios de “Castle“, seriado que sugiro a todos como ótimo! Imagine, pois, um escritor de best-sellers policiais, afetado por senso de humor natural e carismático, com contatos em todo o tipo de universo e que, após auxiliar a polícia na investigação de assassinatos inspirados em seus livros, decide participar mais ativamente de investigações para encontrar inspiração! O resultado é excepcional, com um bom enredo e ótimas tiradas, é um seriado policial que vale muito a pena!

A título de informação, “Castle” é um seriado iniciado em 2009 e, em maio de 2012, iniciou-se a quinta temporada!

“A Hora do Espanto” e “Os três mosqueteiros”

O tempo tipicamente curitibano é inspirador àqueles que apreciam cinema e adoram associá-lo à preguiça! Ontem, a chuvinha agradável aos ouvidos levou-me a vestir um poncho e me embolar no sofá, com uma garrafa de iogurte e um pacote de saldadinho!

Os dois filmes sorteados para a vez? O remakede “A Hora do Espanto” e “Os três mosqueteiros”, ambos de 2011. A conclusão ao final do domingo: O primeiro surpreendeu-me e o segundo decepcionou-me.A adaptação do roteiro de “A Hora do Espanto” foi pincelada com ótima sacadas, muito  atuais! A história é direta e o que interessa começa de pronto, sem muita enrolação! Nada daquela clássica enrolação de bom vizinho durante o filme inteiro para a revelação bombástica de um vampiro ou de um assassino morando ao lado nos últimos 30 minutos de filme! Um filme de terror recheado de alívios cômicos, vale a pena!

Quanto a “Os três mosqueteiros” é o que denomino como um balde de água fria! Apesar do bom elenco, a história e o roteiro são bastante fracos, as cenas são incoerentes e deixam escapar muita desatenção da produção do filme! Na minha opinião, um filme feito às pressas para aproveitamento da modinha do 3D! Claramente, não houve grandes preocupações com uma boa história e as personagens não são vazias e superficiais! A nobreza dos mosqueteiros originais e de D’Artagnan foi pisoteada por um simples “Tô coçando, então topo me colocar em risco” ou “Se é para pegar a dama de companhia da rainha, claro que vou lá me arriscar!”. Resumindo, uma porcaria!

Se querem evitar o tédio e o desgosto, portanto, sequer tentem assistir a essa nova versão de “Os três mosqueteiros”. Ótimas pedidas são “Os três mosqueteiros” (1993) e “O homem da máscara de ferro” (1998), estes dois filmes tiveram boas adaptações de roteiro e são empolgantes!

Yip Man

Recentemente, descobri a existência de uma personalidade bastante interessante.

Chinês nascido em 1893, seu nome era Yip Man.

Quem? Yip Man? Mas quem é esse tal?

Um dos grandes responsáveis pela difusão do Kung Fu, no estilo Wing Chun, Yip Man também é conhecido por haver tido como discípulo uma personalidade de destaque nas artes marciais e no cinema: Lee Jun-Fan, mais conhecido como Bruce Lee.

Como tenho especial paixão pelas artes marciais chinesas, que visam a treinar o corpo, o psicológico e o espiritual, não foi preciso muito empenho para que eu me interessasse pela história de Yip Man. Afinal, se o discípulo foi notável e deixava embasbacados aqueles que o assistiam, suspeitei o quão admirável seria seu mestre.

A história de Yip Man é, no mínimo, muito interessante e cativante!

Inspirados em sua vida, existem três filmes. Aconselho e sugiro que assistam, apenas, aos dois primeiros, sequenciais denominados, simplesmente, Ip Man. Na minha singela opinião, o terceiro filme, Ip Man: Nasce uma lenda, deixa muito a desejar se comparado com os dois primeiros.

Ip Man foi filmado em 2008 e teve, como um dos consultores, o filho mais velho do referido mestre do Wing Chun, Ip Chun.

Embora sejam obras semi-biográficas, por conterem pitadas de liberdade criativa dos produtores, o filme mostra aspectos interessantes da vida e da personalidade de Yip Man. O ator que o incorporou (Donnie Yep) foi espetacular!

Os filmes são repletos de significados e exibem muito bem a importância das artes marciais na cultura chinesa, bem como reflete a profundidade contida nas mesmas! Isso porque embasam-se nos ensinamento de Confúcio e transcendem o esporte! Artes marciais chinesas são filosofia, a sincronia perfeita entre o corpo, a energia, a alma, a mente! É significado!

Para quem gosta, as cenas de luta são incríveis! Foram filmadas com primazia e arte! Eu vibrava e me empolgava com cada técnica e movimentos estampados na tela da televisão!

Vale a pena conferir os filmes e dar uma pesquisada, seja na história de Yip Man, seja na cultura chinesa e artes marciais nascidas em tal berço.

The Godfather (O Poderoso Chefão)

O Poderoso Chefão!

Simplesmente sem comentários! Você não cansa, você vicia e a cada cena pede sedento por mais uma dose de Marlon Brando, Al Pacino, De Niro e uma penca de atores fabulosos! O filme está, em minha singela opinião, entre as maiores obras! Espetacularidades à parte…

O Poderoso Chefão vai muito além da história da máfia, das conquistas e respeito de Vito Corleone, da história dos imigrantes italianos, e afins. O filme conta, acima de tudo, a história de frustração e insucesso de Michael Corleone, cujos esforços para proteger a família foram tão cegos que os laços fragilizaram-se. Penso que o maior erro de Michael foi não haver aprendido suficiente com seu pai, o que é compreensível vez que de fato não almejava um posto na máfia. Sonny havia nascido com o talento de Vito, mas sua impulsividade o levara a não alcançar o posto de padrinho em razão da morte. Fredo era o maior exemplo da falta de talento.

Michael, o civil da família e herói de guerra, foi arrastado pelas circunstância para assumir o que não lhe cabia. Seus esforço eram muitos, mas jamais alcançara o status de Vito Corleone. Notem como a figura de Michael é deprimente, ou deprimida.

É claro, como poderia ele comparar-se a Vito? Afinal, Vito construiu, Michael herdou!

Pobre Michael, um grande mafioso à sombra de um Vito Corleone inalcançável!

A série é esplêndida e de uma qualidade excepcional!