Morro do Anhangava

Há experiências e sensações que são indizíveis, apenas nos invadem em um jorro de felicidade e nos mostram um lado da vida que desconhecíamos, nos fazem sorrir como jovens apaixonados e sentir aquele gostinho de quero mais, muito mais!

Na semana passada, fiz a minha primeira trilha! E, na companhia de pessoas que me são muito queridas, subi o Morro do Anhangava!

Sob chuva e sob sol, passamos por entre a mata e mergulhamos na natureza, escalamos rochas aqui e acolá, rastejamos sob o paredão… O cansaço não vinha e tardou a chegar, apenas quando retornei à minha casa, no final da tarde!

O medo de altura era pequeno perto da excitação e não houve hesitações, apenas um profundo respirar, um encarar ao desafio e a coragem tomando-nos como uma lufada de vento penetrando os pulmões!

Ao cume, para lá nos encaminhamos e ali nos deliciamos com o sabor de uma grande conquista, que só terminou quando terminamos o caminho rumo às terras baixas! O corpo não cansava, os pés não doíam e tudo o que havia era a vontade de ficar mais um pouco, subir outro tanto, descer outro tanto, serpentear por entre os percursos enlameados e saborear o sol ou a chuva que nos acariciavam!

Apenas uma tristeza, que pena que dois faltaram aparecer na foto panorâmica! J

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Nostalgia

Ah nostalgia! Eis lá adiante, longe de meu alcance e tangente à minha saudade, a memória é cálida, como se tratasse de ontem.

Os dias de minha infância, não me continha por um tempo nebuloso, corria a rolar na terra e subir em árvores. Coisa de menino? Besteira, coisa de criança feliz e liberta!

Os dias de sol eram tão iluminados por alegria, as frutas comidas no próprio pé, as brincadeiras com meu irmão, era ele o Tarzan, era com ele que eu dividia cada tarde e cada novo jogo a se inventar em nosso quintal. Juntávamos uns tantos matos e folhas e, acredite, com isso e mais gravetos, erguíamos uma casinha de nosso tamanho, com direito a porta e janela. Nossos cachorros eram os leões que nos guardavam e ouvíamos o boato de que ali só nós vivíamos. Era a selva!

Televisão! Computador! Apenas eram nossa garantia de que, em dia de chuva, não nos entediaríamos assistindo o gota a gota da água, seu som tranqüilizador, um sonífero natural.Vem-me na memória uma chuva de pequenos granizos. E quem disse que não nos divertíamos tanto quanto no dia ensolarado, ali apanhávamos pedras de água e divertíamo-nos entre um escorregão e outro!

Deleite da infância! Construir castelos na terra, pontes sobre um poço de água barrenta, cuidar de um girassol amalucado que nasceu em um lugar inesperado, talvez plantar aqui ou acolá, construir com restos de madeira e tinta guache um avião ou um carrinho, cujas rodas eram nada mais do que rodelas de pau-de-vassoura.

Doçura de tempos outros, em que meus deveres e ocupações eram somente os de uma criança! O dever da escola não tardava em acabar e logo estávamos livres para estrearmos uma nova aventura no quintal! Pobre de minha mãe, quantas roupas encardidas teve que lavar!

Coisas de criança! Saudade de outrora, a dúvida entre o rir e chorar. Rir, pois tive a felicidade de ser uma criança feliz. Chorar, pois sou agora adulta, dona de deveres e responsabilidades de adulto, longe demais de tudo aquilo. Aquele felicidade já não me é possível, são agora a expectativa que tenho nos filhos que um dia terei. Terão eles tanta saudade quanto tenho eu?

Ah como era bom, como eu gostaria de viver de novo minha infância, e pediria que ela durasse cem anos, e depois mais!

Mercenários – Psykhé

Por esses dias, tive contato com um trabalho maravilhoso, realizado por pessoas muito talentosas: Fran Briggs (roteirista), Claudia Medeiros, Rafaela Pereira, Giselle Almeida, Raquel Ferreira, Anna Giovannini (desenhistas), Mariana Roriz e Guilherme Briggs (colaboradores).

Meu feminismo força-me a salientar que a maioria esmagadora desse grupo é de mulheres! Temos um potencial incrível, basta que lutemos pelo que acreditamos como essas mulheres! Guilherme Briggs que me perdoe por esse momento de divagação e defesa do potencial feminino!

Voltando ao que interessa…

“Mercenários – Psikhé” é um HQ ainda em construção e, para amantes de RPG e mangá, é um prato cheio!

Para conferir esse trabalho, cliquem: http://www.mercs.com.br/

A primeira vista do site é um prenúncio do que está por vir!

 

Espero que gostem!

 

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Acima de tudo, respeitem a obra e seus criadores! Não plagiem e não violem de qualquer maneira os Direitos Autorais (Lei n. 9610/98). Além de ofender a exteriorização da alma dos criadores, a violação de Direitos Autorais é crime!

 

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