O oco

 

Fere-me a consciência de que sou culpada pelo meu próprio entristecer! Inocente e ingênua deixo-me levar por convivências e passo a crer em amizades que existem apenas em minha tola ilusão! Eis que me oferecem uma amizade de oportunidade e eu a aceito como sincera!

Sou tola e admito que sou culpada de meu próprio sofrimento! Veja, pois, que cada desilusão e tristeza que se seguem não são decorrentes da atitude daqueles, que me sorriem quando bem lhes entende! Sou minha própria vilã, na medida em que deposito minhas moedas nessas amizades e acredito que, de repente, pode ser que as coisas mudaram e que, finalmente, estou sendo aceita e querida!

Peço que meus amigos sinceros perdoem-me pelos dizeres, de qualquer forma, estes não os alcançam! Infelizmente, contudo, nossas obrigações profissionais e nossos relógios não nos permitem estar juntos tanto quanto desejo! Em razão disso, o restante das minha horas tende a ser vazio, um oco doloroso apodera-se do meu peito!

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