Amargura

… E assim mergulhei na amargura,
que transformou de pétalas um sonho,
tornou-o um leito de tristeza pura!
Eis que meu coração tornou-se tristonho!

Os sóis de meus dias iluminados
sorriram uma última vez
e sem pestanejar ficaram minguados,
anunciando o fim de sua calidez.

Sopram gélidos os ventos,
expandem-se as soturnas nuvens
os tons de cinza são monstros sedentos.
Anunciam: Tiramos tudo o que já não tens!

Caminhos árduos e tortuosos!
A menina cheia de sonhos e pureza,
lançada foi aos mares espinhosos!
Está sufocada no escuro das profundezas!

Sangra-me em abundância a alma
e o coração ritma numa taciturna balada!
A consciência suplica: Vás com calma!
Os sentimentos gritam: Mas estás sufocada!

A luva de pelica chicoteia
e a face d’alma arde!
Emaranhada em uma teia,
a cada dia, parece que já é tarde (demais)!

À distância, soa o sorriso antigo!
Ao longe, brilha o envelhecido crer!
Ao lado, a frustração está contigo!
Vê-se, então, pouco a pouco morrer!

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2 respostas em “Amargura

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