Devo desculpar-me, caros amigos, pois não consigo pensar em assuntos mais animados para tratar.

Cogitei contar-lhes sobre a beleza do filme Nosso Lar, ao qual assisti na tarde de ontem. Entretanto, a sensação que mais se aflora em mim e que cega quaisquer outras idéias é reflexo do acontecimento de quase um mês atrás. A dolorosa saudade de meu avô, que partiu para o mundo dos espíritos em uma manhã de quarta-feira.

Acredito, desde a tenra infância, em vida após a morte. Eu nutria a esperança de que, quando da desencarnação das pessoas que amo, encontraria alento na certeza de que elas estão em um plano superior, além deste mundo de provações. A certeza, entretanto, de que suas vidas brilham mais forte do que nunca, sem o peso do corpo imperfeito, não é suficiente para transpor o meu egoísmo e fazer-me conformar. Estão fora de minha visão e longe demais dos meus abraços.

O sofrimento e a tristeza são uma constante, mesmo quando se fazem ocultas sob momentos felizes.

 

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