Morte

Morte.

Para alguns, tema que se lança à inspiração. Poesia.

Para mim, a dor da perda de quem amo, uma mensageira mordaz do sofrimento.

Quem dera a ceifeira fosse mera lenda, mas não. É a caminhante que nos espreita do momento em que nascemos ao momento que nos arrebata a alma da carne.

Morte, entretanto, traz sofrimento apenas para nós, que ficamos. É, além de tudo, mensageira da paz e do repouso para aqueles que desencarnam.

Sou egoísta, Morte, e amaldiçoo você por roubar de mim aqueles que amo. Agradeço-lhe, entretanto, por estender a mão amiga a eles, permitindo que rumem ao descanso.

Obrigada, então, gentil senhora. A partida dele foi tranqüila e ele há de estar feliz, recuperando-se dos desgastes desta vida e preparando-se para, um dia, reencarnar.


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