Vovô

Existem Manoéis. Existem Joaquins. Existiu um Manoel Joaquim Ramos, meu avô.

Ele nasceu em 27 de maio de 1921, em Santa Eudóxia (São Paulo).

Ele partiu no amanhecer do dia 29 de junho de 2011, aos 90 anos. Amei-o e amarei-o pela eternidade de minha alma.

Sabemos que esse dia chegará para todos, ainda assim, nunca acreditamos que a morte se abaterá sobre aqueles que amamos.

A despeito disso, vovô recebeu o abraço de um espírito gentil que o levou para outro plano e trouxe-lhe o descanso tão almejado.

Não haverá mais…

… o meu avô no muro de sua casa, assistindo o movimentar dos transeuntes.

… o som dos seus passos miúdos ou de sua voz rouca.

… sua boininha simpática cobrindo os cabelos, ainda mais escuros do que brancos.

… as histórias do tempo em que ele ia para os sítios ou pescava.

… poder tocá-lo, poder vê-lo, poder senti-lo.

Restam somente as lembranças, a saudade e o amor. Isso tudo é pouco demais para meu coração egoísta que o deseja perene ao meu lado, com seu corpo humano e mortal. Sua alma a me cuidar parece tão pouco, quero poder tê-lo em meus braços.

Meu avô se foi e levou um imenso pedaço de mim.

Faz dois dias que ele deixou esse mundo para se tornar nosso anjo da guarda, ao lado de todas as pessoas que ele amava e já haviam partido.

Tudo o que desejo é que vovô esteja em paz e feliz, que possa recuperar sua alma de todo o peso de uma vida inteira.

Espero ter forças suficientes para deixá-lo partir tranqüilamente. Que Deus o esteja cuidando.

Sentirei sua falta.

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