O livro dos livros perdidos – Stuart Kelly

Estou lendo algo realmente interessante, um livro denominado “O livro dos livros perdidos – Uma história das grandes obras que você nunca vai ler”, obra de Stuart Kelly.


Identifiquei-me com o autor nas primeiras páginas da curiosa obra, cujo nome me instigou interesse de pronto, pois devo dizer: os livros são uma paixão e um encantamento para mim, tragam-me da realidade e envolvem-me como garras. Diga-se de passagem, Stuart Kelly levou esse encantamento mais a fundo.

Não estou apta a comentar a totalidade da obra, meu avanço em sua páginas atraentes foi pequena até o presente momento. Aviso aos navegantes, contudo, que “O livro dos livros perdidos” não é um romance, mas sim o intenso resultado de uma pesquisa sobre as grandes obras que se perderam na histórias, seja porque foram distorcidas ao longo dos anos, destruídas ou porque nunca deixaram o mund das idéias.

Tomo a liberdade de apelidar Stuart Kelly como, simplesmente, S.K.

S.K. denomina “Homero” o segundo capítulo, tecendo interessante análise, sobre a existência de fato do enautecido poeta grego através de estudos, inclusive, dos aspectos textuais e da escrita de “Ilíada” e “Odisséia”.

Além disso, S.K. faz a menção dos livros perdidos de Homero, cujas existências foram acusadas por citações em outras obras, principalmente dos autores da antigüidade.

Em Homero, trata com especial atenção de “Margites”, comédia que não teria sido de nosso conhecimento, se não houvesse sido indicada em eventuais menções antigas, tais como a “Ética a Nicômaco”, de Aristóteles. Mas qual seria a personalidade deste louco que dá nome à obra? Qual a loucura que o afligia, considerando os tantos significados do termo?

Margites seria ingênuo ou atrapalhado? Talvez fosse um Chaplin, um Forrest Gump, um Homer Simpson ou uns outros tantos, como sugere S.K.

A verdade nua e crua? Margites será eternamente um mistério para nós, pois o poema que levou seu nome perdeu-se nas palavras, nas histórias, no tempo. Nada resta de “Margites”, que não as vagas palavras de uns e outros grandes autores da antigüidade. Nada mais.

De quantos livros sequer temos notícias e jamais teremos? De quantos livros temos notícias e nada mais para todo o sempre?

Continuarei minha leitura e recomendo “O livro dos livros perdidos”.

Nas palavras da Jerônimo Teixeira (Veja), “Um fascinante inventário dos livros que se perderam no tempo, de Homero a Lawrence da Arábia” (http://veja.abril.com.br/141107/p_182.shtml)
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