Um ponto final

É doloroso quando as certezas se esvanecem ao soprar de uma brisa e as promessas de uma vida são dilaceradas pela sola de uma verdade repudiada. O coração é moído em dor e a garganta se amarra em um nó espinhoso quando nos damos conta de que as decisões a serem tomadas nem sempre são as esperadas, nem sempre trazem o felizes para sempre para junto de nós.

Hei-me neste momento fatídico de minha vã existência. O amor é suficiente para o sacrifício de uma vida inteira? O carinho e ânsia da proximidade cotidiana é bastante para fazer-nos tragar os confrontos com ideologias e princípios morais inerentes do ser?

Príncipes encantados não existem e eu sempre o amei como o comum homem que é. Entretanto, falta-me a disposição de aceitar-me ser subjugada por conservadorismos a partir do qual as mulheres são menos do que os homens e que eles são quem merecem o destaque.

Longe de minhas idéias ser o destaque, um casal desfila unido. Sinceramente, ser inflexível alicerçando-se em princípios machistas apenas mostra que talvez seja melhor parar agora, antes que se faça o matrimônio.

2 respostas em “Um ponto final

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