Brisa

O frescor da brisa alcança-me a nuca, refresca a pele, ignora os antecedentes de dias demasiadamente quentes, de bolsões de calor estagnados, de vento adormecido.

O sol esconde-se por de trás de um delicado dossel de nuvens, ligeiramente opaco e acinzentado, aparentemente tão frio. Contudo, meus ossos não gelam e a sensação é deliciosa, há algo de saudoso neste tempo nublado e fresco, um dia de verão sem sol e sem calor escaldante.

Um dia perfeito, tão perfeito que desejaria não estar em uma sala no centro de uma capital. Desejaria estar em um campo ou em uma cidade menor, mais hospitaleira, deixando que minhas pernas me levassem para qualquer lugar em passeio prazeroso. Imagino-me com um vestido de verão, flores pequenas, fundo delicado, andando sem rumo pelas ruas de um lugar simpático, sem o sol ardendo em minha face, com a suave brisa acariciando-me, enganando uns e outros que pensam estar frio.

Não imagino outro lugar para este sonho que não a cidade de minha infância.

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