Nostalgia

Ah nostalgia! Eis lá adiante, longe de meu alcance e tangente à minha saudade, a memória é cálida, como se tratasse de ontem.

Os dias de minha infância, não me continha por um tempo nebuloso, corria a rolar na terra e subir em árvores. Coisa de menino? Besteira, coisa de criança feliz e liberta!

Os dias de sol eram tão iluminados por alegria, as frutas comidas no próprio pé, as brincadeiras com meu irmão, era ele o Tarzan, era com ele que eu dividia cada tarde e cada novo jogo a se inventar em nosso quintal. Juntávamos uns tantos matos e folhas e, acredite, com isso e mais gravetos, erguíamos uma casinha de nosso tamanho, com direito a porta e janela. Nossos cachorros eram os leões que nos guardavam e ouvíamos o boato de que ali só nós vivíamos. Era a selva!

Televisão! Computador! Apenas eram nossa garantia de que, em dia de chuva, não nos entediaríamos assistindo o gota a gota da água, seu som tranqüilizador, um sonífero natural.Vem-me na memória uma chuva de pequenos granizos. E quem disse que não nos divertíamos tanto quanto no dia ensolarado, ali apanhávamos pedras de água e divertíamo-nos entre um escorregão e outro!

Deleite da infância! Construir castelos na terra, pontes sobre um poço de água barrenta, cuidar de um girassol amalucado que nasceu em um lugar inesperado, talvez plantar aqui ou acolá, construir com restos de madeira e tinta guache um avião ou um carrinho, cujas rodas eram nada mais do que rodelas de pau-de-vassoura.

Doçura de tempos outros, em que meus deveres e ocupações eram somente os de uma criança! O dever da escola não tardava em acabar e logo estávamos livres para estrearmos uma nova aventura no quintal! Pobre de minha mãe, quantas roupas encardidas teve que lavar!

Coisas de criança! Saudade de outrora, a dúvida entre o rir e chorar. Rir, pois tive a felicidade de ser uma criança feliz. Chorar, pois sou agora adulta, dona de deveres e responsabilidades de adulto, longe demais de tudo aquilo. Aquele felicidade já não me é possível, são agora a expectativa que tenho nos filhos que um dia terei. Terão eles tanta saudade quanto tenho eu?

Ah como era bom, como eu gostaria de viver de novo minha infância, e pediria que ela durasse cem anos, e depois mais!

Uma resposta em “Nostalgia

  1. A que saudades que tenho, da minha infância querida =PPost perfeito sobre a melhor parte da vida… também tenho saudades de cair de árvores, de garagens abandonadas, brincar em lugares que não vou deixar meus filhos chegarem perto =)A vida evolui, ficam as lembranças, mas sempre é possível viver, sem perder a criança interior, né baixinha?=)

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