Pensamentos de todo dia

O som oco de meu salto oscilante a cada passo sobre as calçadas tortuosas, ondulantes e sinuosas, com suas pedras mal encaixadas em desenhos disformes e lacunas traiçoeiras.

Minha mão cuidadosamente guardada, resta aquecida na calidez de sua palma e de seus dedos, a cercá-la como grades macias. Um sorriso terno ilustrado em sua face se oferece a mim com um olhar gentil. Embebedo-me de sua presença desde as primeiras horas do dia e o vício instiga-me incessantemente.

Carícias e uma breve conversa antes que as portas de vidro sejam abertas e ele as transpasse. Meu caminho invoca-me na direção contrária, algumas quadras dali.

A certeza de encontrá-lo ao fim do dia não é suficiente, um vão se abre em meu peito a cada despedida matutina, que me obriga cruelmente a não estar guardada em seus domínios.

A saudade pressiona as costelas e as costelas voltam-se com força para dentro, esmagando um coração agitado. Ainda assim, sorrio ao dar-lhe as costas, ansiosa, por verdade, de correr de volta ao seu encontro e lançar-me na eternidade de seu abraço.

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