Binóculo… Olhar para fora!

Estações tão confusas são estas.

Um sopro gelado atravessa os arranha-céus e agita em balada ritmada as copas que salpicam de verde a selva pesadamente temperada de concreto.

Algodões branco-acinzentados embaçam aqui e acolá o tecido azul-celeste que algum travesso de bom gosto pendurou e esticou metodicamente no teto do mundo.

O sol está mais para leste do que para oeste e, vez ou outra, descobre-se frio demais para aquecer-nos. As nuvens movem-se velozes, invasoras que anunciam momentos de repentina queda de temperatura, bloqueando um ‘quê’ daquele tal calor frágil do astro-rei.

O azul passa a ocupar apenas a fatia superior direita de minha visão até se fazer esconder por um largo dossel, intimidador em sua densidade e em sua característica escuridão. Prenúncio de chuva?

O ar tornar-se gélido, ouço o tilintar de meus dentes e sinto os ossos doerem por sob a pele. O ambiente é antártico à medida que as nuvens consomem todo o céu.

Por de trás daquela coberta, piada de mal gosto de um Loki que passeia por cá e por lá, o sol se move ao redor da jóia azul e, durante a tarde, as nuvens são uma bela colcha de algodão claro, de um cinza quase rosado.

As árvores prosseguem em dança mais amena, talvez eu não perceba o farfalhar de suas folhas. O frio permanece, menos intenso!

Lá fora parece existir aquele pingo de tristeza que trazem os dias invernais de tempo encoberto.

Ora, mas afinal, não estamos ainda no Outono!?

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