Pearl Harbor…

Na verdade, não quero discutir o nacionalismo e patriotismo sem margens dos norte-americanos, nem o descaramento com que colocam isso em seus filmes, mas sim algo que pensei quando, ontem à noite, eu estava assistindo a Pearl Harbor.
Uma coisa é verdade inquestionável quanto à guerra física: há morte.
O que leva o homem a desejar a guerra ou a, dentro dela, matar uns aos outros e destruir o que estiver pela frente? No que nos transformamos? No que deixamos nossas almas se transformarem?
Imagine o desespero de ver os teus amigos, mais chegados ou não, sendo assassinados simplesmente por estar de um lado que não o outro, embora, se estivesse do outro, a probabilidade de ser morto seria a mesma.
Existe coisa mais horrível do que ver, a teu lado, alguém tombar e olhar ao teu redor e só ver, ao chão, corpos aliados e inimigos jazendo sem vida, abandonados, dilacerados, sendo, cada uma deles, mais um homem morto em batalha e que receberá uma condecoração pos mortem por falecer pelo seu país?
Ora, muitos deste homens nem sequer sabem pelo que estão lutando, ou melhor sabem: porque seu país lhe convocou para a guerra e, mesmo que não queira, deve ir, deixar sua família e as pessoas que ama para lutar numa guerra de futuro incerto, por motivos ideológicos, políticos, econômicos, bélicos, há muitos motivos. E neste momento, vejamos onde estão nossos governantes, aqueles que acenddem fazem aparecer a faísca que fará explodir o barril de pólvora. Claro que eles não estarão à frente da batalha, como líderes, estarão protegidos por segurança particular e estarão em suas casas assistindo às conseqüências de seus atos e acreditando que já estão fazendo o bastante.
Onde está a honra de matar outro ser vivo, aidna mais um semelhante a você mesmo?
Espero não ter que viver numa situação destas jamais, eu enlouqueceria pelo desespero de ver meus semelhantes caindo pela covardia de seus governantes e pela falta de diplomacia destes.
Ainda que, hoje, as guerras são ainda mais covardes, faz-se uso de armas de fogo e equipamentos que não dão sequer chance do adversário se proteger ou contra-atacar, o que deturpa ainda mais o conceito de honra.
Não esqueçamos, também, que não são apenas os soldados que acabam por ser vitimados pela carnificina da guerra, pois aqueles que vivem nas regiôes de batalhas tombam igualmente e as suas famílias e amigos, como os dos soldados, sofrem pela perda ou pela esperança do retorno.
“A guerra não é solução, e sim, a fuga dela”
“Pergunto-me: Para o que marcharam estes soldados? Para o que marcharão os próximos?”

2 respostas em “Pearl Harbor…

  1. No peito de um pássaro triste um coração se aperta, na voz de um pássaro triste se ouvem as palavras de uma canção:”Do alto dos campos vemos o sangue, vemos os corpos, vemos o desespero de tantos homens e nos perguntamos o porquê. Pois embora a luta esteja sempre diante de nós, nunca chegamos a tal carnificina, nós, os pássaros. Que a luz da razão brilhe e ofusque os homens, para que então eles possam olhar para dentro de si mesmo e se indagar o motivo de tamanha inumanidade que é a guerra.””‘Para o que marcharam estes soldados?’ Isso alguns homens devem lembrar. ‘Para o que marcharão os próximos?’ Para isso nem os homens nem os pássaros têm a resposta.”

  2. Uma vez disse Thomas Hobbes ” O Lobo é o Lobo do Homem”, O homem busca matar seu companheiro, como um animal feroz, como se a vida não fosse importante. A guerra nada mais é do que duas pessoas orgulhosas e arrogantes que não sabem conversar civilizadamente.Nossa função HOJE é evitar que outras vidas sejam perdidas….Desta que te adora,Niele

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